terça-feira, 8 de julho de 2014

8 Julho 2014 Lisboa




Adiadas alegações finais do processo 




Lígia Veríssimo 08 Jul, 2014, 13:59 / atualizado em 08 Jul, 2014, 14:18
Foram adiadas as alegações finais no julgamento da ação cível que opõe o casal McCann a Gonçalo Amaral. Os pais de Maddie pedem 1,2 milhões de euros de indemnização. A família reclama proteção de direitos, liberdade e garantias e acusa o ex-inspetor da Polícia Judiciária de declarações difamatórias.
A audiência decorre no Palácio da Justiça, em Lisboa. Esta terça-feira foram ouvidos a mãe e o pai da criança que desapareceu na Praia da Luz em maio de 2007.

Transcrição:
Foram adiadas as alegações finais no julgamento da acão cível que opõe o casal McCann a Gonçalo Amaral. Os pais de Maddie pedem 1 milhão de duzentos mil euros de indemnização. A família reclama proteção de direitos, liberdades e garantias e acusa o ex-inspetor da PJ de declarações difamatórias. A audiência decorre no Palácio da Justiça em Lisboa.
Durante a manhã foram ouvidos o pai e a mãe da criança que desapareceu na Praia da Luz em Maio de 2007.
Lígia, boa tarde, o que disseram Kate e Gerry McCann nessa audiência e porque é que as alegações foram adiadas?
Lígia Veríssimo - Muito boa tarde, foram adiadas porque o casal McCann quer saber exatamente quanto é que, quero o ex-inspetor da Judiciária, quer editora lucraram com o livro e portanto o tribunal ordenou… vai pedir à Autoridade Tributária e Aduaneira que informe, precisamente, o tribunal. Portanto é preciso que o documento venha, é preciso que seja distribuído pelas partes e que elas se debrucem sobre o assunto e sabe-se que a editora, pelo menos, não concorda com este pedido e, portanto, entretanto metem-se as férias judiciais. A juíza aqui do tribunal alertou também para o facto de a partir de 1 de Setembro ocorrer a reforma do mapa judiciário, a reorganização judiciária, portanto, muito dificilmente antes de Setembro, Outubro decorrerão essas alegações finais.
Portanto como muito bem disseste, esta manhã foi apenas dedicada para ouvir o pai e a mãe de Madeleine McCann. Eles foram muito coerentes no seu depoimento. Um e outro dizem que não são contra a liberdade de expressão, mas o que está aqui em causa é um caso de difamação. Dizem que ficaram devastados e chocados com a publicação do livro e acima de tudo defendem que o livro pôs me causa a continuação da investigação porque foi lido por muitas pessoas que poderiam saber mais informações e que estando no livro a tese de que a menina poderá estar morta, não avançaram.
Já o advogado de Gonçalo Amaral, ele que tem um novo advogado, na última sessão dispensou aquele que o acampanhou neste processo durante largos meses veio aqui dizer que o que se passa aqui é um caso de perseguição ao antigo inspetor porque foram publicados outros livros e os processos de difamação foram postos apenas a Gonçalo Amaral, que e não foi posta em causa a investigação e se os McCann tinham alguma coisa a reclamar do que está no livro, e eles continuam a defender que o que está no livro é apenas resultado do inquérito que foi aberto, então que processassem o estado Português o que não fizeram.
Gerry McCann - Anybody who has someone missing and someone says you hid your own daughter’s body and you faked an abduction, when that child is still missing and we’re doing everuthing in our power to find her, I think that would be absolutely shocking for any family.
Gerry McCann - I also said in court, Sean and Amelie are really, really well but obviously they are not immune to the media. They hear things, they go to school, they hear the radio, they hear the theories, and Sean has obviously asked Kate explicitly why does Mr Amaral say you hid Madeleine.
Miguel Cruz Rodrigues - Uma pessoa não está destituída socialmente quando tem o apoio de tanta gente, personalidades públicas, quando se apresenta em jantares com milhares de pessoas, portanto a apoiá-lo… quando chega… o autor chegou inclusivamente a discursar no parlamento Britânico. Diga-me como é possível nestas circunstâncias falar-se em  destruição social?
Lígia Veríssimo - Portanto o advogado de Gonçalo Amaral diz que não concorda com este processo, também era óbvio, e vai ainda ponderar se de alguma forma poderá fazer com que o antigo inspetor venha aqui falar, porque inicialmente o tribunal entendeu que nenhuma das partes poderia usar da palavra mas apenas os McCann recorreram para o Tribunal da Relação dessa decisão, o Tribunal da Relação deu-lhes razão, portanto só por isso é que eles hoje aqui falaram. O antigo inspetor não usou da palavra, não sabemos se isso vai acontecer ou não, dificilmente sucederá porque se trata dum caso, enfim, que foi julgado mas, enfim, há muitas pontas pendentes ainda neste processo que já leva 5 anos nos tribunais Portugueses.