sábado, 14 de junho de 2014

tvmais: as visitas secretas dos McCann à Igreja da Praia da Luz.






tv mais N.º 117
De 13 a 19 de Junho de 2014.
PORTUGAL 

casos de polícia

caso Maddie 
Gerry e Kate tiveram acesso à chave através de Susan Hubbard.





Visitas anunciadas e outras secretas, chaves dadas contra a vontade do bispo, mulher do padre agitada,obras terminadas e buscas nunca feitas. O que é que a igreja da Praia da Luz tem?


OBRAS

Em 2007, o espaço público da Aldeia da Luz estava há meses  em obras de saneamento e arruamentos. Nas traseiras da igreja decorriam escavações . Por ser um local de culto,várias questões legais obstaculizaram uma busca ali.
Na época, elementos da PJ admitiram à tvmais a hipótese de o corpo da menina poder ter passado por aquele local,ou mesmo estar enterrado no cemitério desactivado.

*Na noite do desaparecimento da filha,o casal McCann pediu um padre. O pároco da Luz, José Pacheco,não atendeu. O casal sabia, mesmo antes de ter ido para a Praia da Luz , que o padre anglicano Haynes Hubbard ali paroquiava e morava com a mulher. Tinham amizade com familiares dos McCann. Foi com ele que falaram. Dias depois, Gerry e Kate receberam as chaves da igreja,passando a poder entrar e sair a qualquer hora. Uma situação criticada pelo bispo do Algarve à época. Interrogado sobre este acto discricionário, o pároco José Pacheco respondeu :” Eu é que decido isso!”

McCann visitam igreja em segredo.

“Embora a nossa dor seja mais viva aqui,é reconfortante ao mesmo tempo porque nos sentimos mais próximos de Madeleine”, lê-se num comunicado de imprensa enviado à Lusa a 12 de Dezembro de 2009,pela assessora dos McCann, a propósito da visita do casal à igreja. Durante o dia ,as visitas foram anunciadas e acompanhadas pela comunicação social. A excepção foi a que fizeram na madrugada de 14 de Janeiro de 2010. Pelas 5 da manhã foram vistos e fotografados a sair da igreja por uma porta lateral. À tarde deram uma conferência de imprensa.



Mulher do padre preocupada

O psicólogo forense Paulo Sargento perguntou ao bispo do Algarve, D. Manuel Quintas,se qualquer católico pode ir à igreja a qualquer hora.

Como é que chegou à fala com o bispo?
Paulo Sargento - enviei uma carta registada com aviso de recepção logo em Janeiro de 2010. Como não recebi resposta,passado um mês ,enviei um e-mail com as questões que me assistiam. Quatro dias depois,foi o próprio bispo quem me respondeu, também por e-mail, pedindo desculpa pela demora na resposta. Marcou-se uma audiência para dois ou três dias depois.

E,esclareceu-o? 
A audiência realizou-se em Fevereiro,na sede episcopal em faro.O bispo recebeu-me amigavelmente . Falamos cerca de uma hora. Eu tinha sido informado de uma ida madrugadora do casal McCann à igreja da Luz,mas quis saber se o senhor bispo sabia o que se passava e quis perceber se qualquer católico pode fazê-lo. D. Manuel Quintas confirmou-me que os McCann tinham de facto estado na igreja naquele dia às 5h,que quem lhes deu a chave nessa oito foi Susan Hubbard,a mulher do padre anglicano,que tem uma chave da igreja em permanência desde que celebram lá o culto anglicano. Susan assegurou-lhe que os McCann quiseram ir rezar sem serem importunados pela imprensa. Contudo ,o próprio bispo referiu-me :” Mas também não percebo.Nesse mesmo dia às 17 h houve uma missa onde eles estiveram rodeados de imprensa…” D. Manuel Quintas referiu-me ainda que Susan Hubbard ,quando soube da razão do meu pedido de audiência,ficou assustada e que,inclusive, o procurou muito aflita. O senhor bispo contou-me que lhe respondeu que ela não deveria estar assim,se nada de anormal ou incorrecto se tivesse passado.

Houve algum tema que o bispo tivesse evitado?
Não. Não lhe vou contar detalhes, mas o bispo foi muito aberto e não se esquivou a nada do que lhe perguntei. Dispôs-se ,inclusivamente, a retomar o contacto para mais qualquer dúvida ou informação de que eu necessitasse. Curiosamente,nesse verão (2010),Kate passou uma semana de férias , no Canadá,em casa de uma familiar de Susan Hubbard, a mulher do padre.
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( página 99) 

O GRANDE BLUFF

 A polícia britânica bei a Portugal investigar o caso Maddie . Escavou e andou nos esgotos à procura de uma menina morta ou de indícios que levem a ela. A PJ tinha-o dito e feito há sete anos.

* Um filme para inglês ver” disse uma idosa inglesa à CMTV,recentemente , na Praia da Luz,com ar trocista. Há uma ano e meio, a polícia inglesa anunciava que em tr~es dias descobria a menina. Até hoje,nada. O trabalho da Scotland Yard ( polícia inglesa) em Portugal é comentado por todos de uma forma muito crítica. “Ainda não mexem numa palha que a nossa PJ não tivesse visto há anos”,exclamou um português no mesmo lugar. Os trabalhões estão a provocar o descontentamento de turistas e locais,por considerarem que prejudicam o turismo,agora que começa a época alta.

SHOW
A polícia britânica queria que os trabalhos fossem acompanhados pela imprensa mas a PJ negou. Desde 3 de Junho que a Praia da Luz,em Lagos,tem uma vasta equipa de polícias,geólogos,arqueólogos,tecnologia de ponta e ainda cães pisteiros. Tudo vindo de Inglaterra “sob supervisão da PJ e do Ministério Público”. A tudo isto,somam-se inspectoras da PJ,militares da GNR a pé e a cavalo e sapadores florestais portugueses. Um cenário digno de uma superprodução de Hollywood.


PEDRAS,PEÚGAS E GARRAFAS.
Das buscas e escavações britânicas na Luz ressalta o reconhecimento de que procuram um corpo. Portanto,Maddie estará morta. A PJ tinha-o concluído há sete anos. Os Polícias ingleses começaram por cavar num terreno da Rua 25 de Abril, a 300 metros do apartamento de onde a menina desapareceu. Uma área igual a três campos de futebol . declivosa e cheia de vegetação. Segundo o presidente da junta de freguesia, pertence ao grupo de Belmiro de Azevedo e é frequentado por moradores e turistas em passeio. Os polícias britânicos foram depois aos esgotos junto ao miradouro. Recolheram ossadas de animais,duas plantas de canábis,pedras,amostras de terra,uma peúga e garrafas. Guardaram tudo em caixas….

NADA
Não há quaisquer resultados para a teoria das autoridades britânicas. Defendem que o corpo de Maddie se encontra naquele local ou que ali se encontram pistas que levem ao seu destino. E dizem ter um grupo de oito suspeitos (?). Explicando que prolongaram as buscas por terem concluído (agora?) que o terreno é mais dificíl de analisar do que previam. Estes lugares tinham sido batidos pelas polícias portuguesas imediatamente a seguir ao desaparecimento da menina. Aliás,até 11 de setembro de 2007, a PJ investigou 2500 pistas falsas.

MILHÕES DE EUROS
Os 37 agentes da Polícia Metropolitana de Londres que investigam o desaparecimento de Madeleine já custaram à coroa britânica cerca de 6 milhões de libras ( 7,4 milhões de euros). Além da primeira investigação, Portugal teve uma equipa de seis inspectores da PJ de Faro,durante meses,a realizar as diligências solicitadas pelos britânicos e uma outra equipa de inspectores da Directoria do Norte da PJ,dois anos,a fazer a reanálise do primeiro inquérito. Ninguém apurou quanto isso custou ao nosso país. Os McCann mudaram-se no início de julho de 2007 para a vivenda Vista do Mar. Aos valores médios do mercado da época,o total em renda terá sido superior a 6 mil euros. A Renault Scénic onde alegadamente foram encontrados vestígios biológicos de Maddie esteve alugada durante 113 dias. Ao preço de tabela foram 7990 euros.

MADDIE 
3 de Maio de 2007.
Na Praia da Luz,no Algarve,os pais de Madeleine,que faria 4 anos daí a dias,exclamaram “rapto”,quando a deram por desaparecida do apartamento onde a tinham deixado a sós com os irmãos mais novos. “Homicídio”, disse a PJ tempos depois. Depois,muita imprensa,suspeitos,buscas e investigação para todos os gostos. Sete anos passados , nada.