sábado, 28 de junho de 2014

À procura,João?

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À procura de Maddie!

À procura de Maddie!   

Na fatídica quinta-feira, 3 de maio de 2007 Madeleine McCann foi dada como desaparecida. No segundo a seguir Portugal conheceu uma onda de mobilização em torno da menina que desaparecera como nunca tinha conhecido para qualquer outro acontecimento semelhante. Revoltante, qual a diferença entre Maddie e Rui Pedro por exemplo? Desaparecido em 4 de Março de 1998 no mesmo país, investigado pelas mesmas autoridades, também uma criança, mas… Portuguesa. Mobilização fútil, ainda que com intuito positivo. 
Rapidamente percebemos que o que em Portugal se diz da justiça e de certas investigações, passou rapidamente lá para fora, ou então houve um enorme medo de que algo se descobrisse.
Estou mesmo a ver uma criança portuguesa a desaparecer em Inglaterra, e serem as autoridades portuguesas a assumirem o controlo total das investigações e a investigarem por cima dos Ingleses. O que vale é que somos um povo simpático e que sabe receber estrangeiros.
Rapidamente a opinião publica portuguesa e internacional (menos ainda assim) deixaram de tentar encontrar os presumíveis suspeitos e começaram a esmiuçar as reações dos pais de Maddie, passaram nesse momento a ser praticamente personas non gratas por estas bandas, e a ser olhados de lado como se a sentença de culpa fosse obvia e inegável.
Típica a mudança de direção das culpas no país em que vivemos, com ou sem razão evidentemente, e portanto as investigações foram estagnando estagnando até que voltou a esperança, suspeitos com retratos robôs, escavações em plena praia da Luz, e o tema a fazer novamente manchetes.
A imprensa bem ou mal, transparece que o maior objetivo dos pais é obter uma indemnização de quem os incriminou sem provas em primeira pessoa, que os polícias Ingleses apenas desejam procurar um corpo e não um suspeito, e que no fundo ninguém tem esperanças reais de encontrar a pobre Maddie.
Na minha opinião, nunca se irá descobrir o que se passou realmente naquela noite, naquele quarto e àquela menina. Se está viva, se está morta à 2 horas ou à 7 anos, se está em Portugal ou na ‘China’ parecem me realmente perguntas sem resposta possível. Ainda assim, a única certeza que tenho é que alguém sabe a verdade, e não parece que a vá partilhar.
O caso Maddie será sempre um beco sem saída?