sexta-feira, 6 de julho de 2012

Se o Esteves tivesse apanhado a Maddie, era manchete.


Sul-africano resolve mistério

por FERREIRA FERNANDES

Hoje

Esteves Bicho é um sul-africano que resolveu o nosso mais antigo mistério: onde anda D. Sebastião? 

Encontrei o Esteves quando ele regressava a Joanesburgo depois da sua fantástica descoberta. 

Perguntei-lhe: com tão tremendo sucesso, porque não fica por cá para recolher os louros? 

Explicou-me: "Tive de entrar às escondidas no Palácio de Sintra, que é monumento nacional, e posso ser processado. 

Volto para a África do Sul para divulgar as informações pela Internet." Só há um ano o sul-_-africano ouviu falar do desaparecimento de D. Sebastião. 

Pegou logo num scanner - dos mais sofisticados, daqueles que se usam nos aeroportos e conseguem ver as pessoas nuas - e veio para Portugal, investigar. 

Num ano gastou uma pequena fortuna. Andou pelos lugares de que o infortunado rei gostava (da Galeria das Damas, em Évora, ao Palácio de Xabregas), só o livro para saber isso custou 18 euros num alfarrabista na Calçada do Combro: "Até que, há 15 dias, pela meia-noite, entrei no Pátio da Audiência, no Palácio de Sintra. 

Liguei o scanner e apareceu-me o D. Sebastião!" 

Tem a certeza?, perguntei.

 "Lábios grossos e gola de pregas engomadas, era ele", disse o sul-africano, sem hesitação. 

Sempre desconfiado, insisti: mas o scanner não é só para ver através da roupa? 

"Não, também apanha almas danadas", disse. 

Ele partiu para a África do Sul e eu conto tudo aqui, neste cantinho. 

Se o Esteves tivesse apanhado a Maddie, era manchete.



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