sexta-feira, 27 de abril de 2012

Maddie , A Verdade da Mentira .


Maddie: livro de Gonçalo Amaral devolvido à editora




O livro «A Verdade da Mentira», de Gonçalo Amaral, foi hoje devolvido à Guerra e Paz Editores, depois ter sido retirado do mercado em setembro de 2009 por decisão judicial, em processo interposto pelos pais de Madeleine McCann.

Em comunicado, agência de Gonçalo Amaral, anunciou esta quinta-feira a devolução dos livros por parte de Isabel Duarte, advogada do casal McCann, pais da criança desaparecida em maio de 2007, num aldeamento turístico no Algarve.

«Trata-se de um importante momento da retoma do pleno direito de expressão de Gonçalo Amaral, que sofreu uma injusta restrição dos mesmos nos últimos anos», lê-se no comunicado da agência, que sublinha ter-se dado cumprimento à decisão do Tribunal da Relação de Lisboa.

A 19 de outubro de 2011, os juízes desembargadores anularam a decisão do tribunal de primeira instância em proibir a venda do livro de Gonçalo Amaral, em que o ex-inspetor da Polícia Judiciária defende a tese de envolvimento de Kate e Gerry McCann no desaparecimento da filha.

O julgamento da providência cautelar interposta pelo casal britânico, decretada provisoriamente a 09 de setembro de 2009, realizou-se em quatro sessões no Tribunal Cível de Lisboa, em janeiro de 2010.

Na ação em que também Gonçalo Amaral é visado pelo casal McCann, que reclama 1,2 milhões de euros por alegadas declarações consideradas difamatórias, a primeira sessão está programada para 13 de setembro.

Fonte judicial disse à agência Lusa que o julgamento, que esteve previsto para se iniciar a 9 de fevereiro deste ano, prossegue a 14, 20 e 21 de setembro, na 1.ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa, no Palácio da Justiça.

Na qualidade de coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral integrou a equipa de investigadores que tentou apurar o que aconteceu a Madeleine McCann.

Kate e Gerry McCann, que sempre reivindicaram que Madeleine foi raptada, foram constituídos arguidos em setembro de 2007, mas foram ilibados em julho de 2008 por falta de provas para sustentar a hipótese avançada pelo inquérito de alegada morte acidental da menina.

O Ministério Público acabou por arquivar o processo, que poderá ser reaberto se surgirem novos dados sobre o desaparecimento da criança.

Lusa