domingo, 25 de março de 2012

Justiça Cega e, M.P. o amigo dos Mcs








http://joana-morais.blogspot.pt/2012/03/blind-justice-maddie-case-review-is.html


imagem roubada à J.M.















Justiça Cega [Blind Justice] is a current events debate television program, hosted by Alberta Marques Fernandes with High Court judge Dr. Rui Rangel, Criminologist Dr. Francisco Moita Flores and the ever ranting, populist demagogue head of the Portuguese Lawyers Order Dr. António Marinho e Pinto. The latter is also a witness for the McCann couple in the forthcoming libel action against the first coordinator of the investigation to Maddie's disappearance, Dr. Gonçalo Amaral, where the couple is seeking 1,2 million euros for alleged damages. The program is divided in three segments and is broadcast live showing twitter [hash tag #justiçacega] comments from the public. On the 12th of March the second segment was dedicated to the recent news regarding the cooperation of a special Judiciary Police unit from Oporto with Cameron's appointed Scotland Yard review of the Maddie Case and the alleged “reopening” of the process by the Portuguese Public Ministry. Transcript and translation of that segment from 31:28 to 45:25 follows, with added screenshots of the twitter comments.



Justiça Cega, broadcast by RTP Informação on March 12, 2012



transcrição com omissão do MP..... pois é como os pais da criança. Já sabemos o que sai dali e, tenho idade para não ter paciência de o " transcrever" Os ProCasal que o façam ; eu perco a paciência. 


Será a “Justiça Cega?”

“Justiça Cega?” com Marinho Pinto Rui Rangel Moita Flores e Alberta Marques Fernandes Abordam os temas atuais da Justiça. Um espaço de conhecimento e saber, onde os públicos ficarão mais esclarecidos sobre os temas da actualidade e sobre o funcionamento da Justiça em todas as suas valências.


AMF: o caso Maddie está a ser reavaliado pela PJ do Porto e pela SY .

A Equipa de Investigadores foi constituída há vários meses mas até agora não foi detectado nada de novo que ajude a descobrir o paradeiro de   Maddie .

Se a situação se mantiver o caso não será reaberto e a e avaliação pela Pj foi solicitada pela polícia inglesa quase 4 anos depois do Ministério Público ter decidido arquivar o caso .  Marinho Pinto: pode-se esperar que saia alguma coisa daqui ?

MP: acho que isto é uma decisão para agradar ao inglês, inglês ver; para agradar . O inquérito abre-se quando houver dados novos . Não reabre para se apreciar sobre quem arquivou ou fez a primeira investigação , a não ser que haja factos novos ( ex - novo) ou factos que ponham em causa a investigação anterior ."O Bastão":  ......................

AMF: Francisco está com uma cara…..



(FMF= Francisco Moita Flores.)

MP: está a fugir-lhe o pé para o chinelo

FMF: pois se fossem pais portugueses , como aconteceu na semana passada….

MP: mas os pais são diferentes?……

FMF: não. MP interrompe………..

FMF: esse problema nem sequer se colocou ( virem cá para matar a filha)

MP: ou vinham cá para …..

AMF: a hipótese é a de um acidente

MP: a primeira hipótese perante um acidente não  é esconder o cadáver…..




FMF: a sua argumentação fez furor ( não levar a criança a um Hospital)

MP: (o interruptor!…………… e, tal como os Mcs vai falar da versão proCasal e da Joana… )

RR: no caso Maddie não encontraram ninguém.

FMF: acompanhei o caso desde o princípio e o que aconteceu aqui foi uma coisa bem diferente : uma investigação que começou mal e, começa mal com o aparato mediático logo , em que foi imposto interna e externamente que era " só havia uma solução para este caso, era alguém ter raptado a criança e ter desaparecido para os confins do mundo e por isso

AMF: começou mal por causa disso?

FMF: começou……

FMF: a investigação criminal por causa de um crime e não são os per conceitos do Dr. Marinho ……. perante um crime sejam ingleses ou franceses ou sejam portugueses , seja quem for têm que se colocar todas as hipóteses..

FMF: ela estava a dormir na cama; os pais controlavam-na os amigos também foram lá controlar; estavam a dormir ; estavam no quarto a dormir portanto houve crime; crime que não se sabe . Pode ter sido rapto; pode ter sido homicídio; pode ter sido um acidente

RR: se foi acidente não pode ter sido crime

FMF: é verdade mas desde o primeiro minuto tudo foi condicionado

AMF: se foi acidente foi um crime de  ocultação de cadáver…..

FMF: para que não fosse investigada outra hipótese que não fosse um raptor fantástico que ninguém conseguiu descrever , nem há vestígios materiais dele , vestígios materiais desse raptor que permitam dizer …

AMF: isso impediu a recolha de provas importantes …..

FMF: nas primeiras horas permitiu-se que aquilo se transformasse no maior circo do mundo e que impediu o isolamento da cena do crime; isolada; centralizada que permitisse à investigação andar à procura de vestígios, à procura de indícios ou conversas, não direi interrogatórios, entrevistas com todos aqueles que tinham acesso aquela casa . Mas entrevistas metódicas, sem receios , sem prevenções prévias,   sem haver chamadas pelo meio e sem haver aquele grande espectáculo que foi transformar aquilo num caso definitivamente de rapto . Não sei se a menina……

AMF: de quem foi a responsabilidade?

FMF: de todos os que ali intervieram a começar pelo , a começar pelo director da PJ de Faro ou do sub director, pelo homem que deu indicações para o local   de que não se podia falar com determinadas pessoas . Foram
instruções para acautelar estes interesses .Estão de férias!  Isso é impensável!…..  Impensável é um crime sobre uma criança; é de facto uma coisa impensável É tão anormal que se tem de perguntar todas as coisas normais e anormais . Sobre tudo tem que se perguntar sobre o espaço em que está encerrado este mistério . Está lá um mistério encerrado.

AMF: perdeu-se muito de importante?

FMF: perderam-se. Perderam-se vestígios importantes, perdeu-se tudo porque o que interessou foi transformar aquilo num grande noticiário inglês e depois as cadeias de televisão…

MP….interrompe…………. A PJ não esteve a trabalhar para os noticiários ingleses

FMF: a PJ chegou ao local 50m depois e durante estes 50m instalou-se todo o périplo de alarme à volta disto e, quando começou a investigar já tinham lá passado não sei quantas pessoas.

MP………..

FMF: o que estou a dizer é que perante um mistério não é possível a ninguém……. Eu sei que os advogados de defesa , o advogado de defesa da família, exorcizaram estas possibilidades mas o espírito de um investigador tem de ser de uma liberdade absoluta , um homem com uma consciência de liberdade tão absoluta que desde as hipóteses mais razoáveis até às mais obscenas , tem de as colocar todas em cima da mesa. Alguma vez vos passou pela cabeça que houvesse um homem em Beja que matasse a filha, matasse a mãe e matasse a neta? Que comesse ao pé dos cadáveres? É que a realidade muitas vezes ultrapassa a ficção. E, isto acontece muitas vezes . Portanto , preconceitos, defesas e armações prévias  , interditos prévios, tudo isto só serve para condicionar a descoberta da verdade.

MP…interrompe…………

FMF: o que eu trouxe como investigador criminal foi a liberdade absoluta…

AMF: RR não concorda.

(diálogo…..)FMF: não houve pressão da SY , pelo contrário uma boa colaboração.

RR: é verdade que a PJ não estava preparada para este tipo de crimes .É verdade que houve por inépcia e por inabilidade da PJ sobretudo … recordam-se daquela célebre conferência de imprensa que foi dada naquelas instalações da PJ , logo de início, e, aquilo foi um show absolutamente mediático que a direcção da PJ de lá permitiu e a excessiva mediatização acabou por prejudicar os desígnios da investigação . O que é verdade é que, dito isto, é preciso dizer que a polícia inglesa tem muitos casos, na sua história, de crimes exactamente iguais sem nunca descobrir

FMF: Portugal tem 2 ou 3.

RR: A PJ não é inferior à polícia inglesa..

MP….interrompe………..

RR: Não vamos aqui agora e na verdade eu não sei se a ligação da PJ e da polícia inglesa foi a melhor , não sei se houve pressões ou não, o que eu sei e é um facto é que há aqui qualquer coisa que falhou na Justiça e deixe-me dizer isto há de facto uma criança que desaparece ou não aparece e, pondo a tónica do ponto de vista jurídico ,o que é a questão essencial é o facto de ter levado um despacho de arquivamento do Ministério Público, só pode existir se houver novos factos de prova , a reabertura. Aqui é um olhar! Pela directoria judiciária do Porto é que é um novo olhar. Está mais distante mas um novo olhar não leva a lado nenhum . Vamos lidar com conceitos jurídicos rigorosos: ou há novos elementos de prova e esses novos elementos de prova que de alguma forma possam contrariar os fundamentos que levaram o Ministério Público a arquivar ; se há novos elementos de prova obviamente que o processo pode ser reaberto . Esta atenção, esta particular sensibilidade das polícias não pode ser criticada porque há um caso que continua a ensombrar a justiça portuguesa , em Portugal, que é o desaparecimento da Maddie. Tudo o que se tentar fazer no sentido de descobrir , no sentido de se tentar dar maiores explicações, porque isto é uma coisa que está mal explicada em Portugal. Se for perguntar aos portugueses cada um tem a sua teoria . Se isto ajudar a explicar melhor ainda que não se chegue aos desígnios da verdade mas se isto ajudar a explicar e se for uma reabertura , reabertura técnica, num caso desta dimensão e se correr o mundo inteiro é sempre bom.

FMF: deixe-me arrematar com esta conclusão. è que se fosse com um casal português teria sido acusado de abandono de menores

MP…….

FMF: de menores.. de meses, de poucos anos….

RR: pode. Se as crianças ficaram sós, pode…..




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