terça-feira, 6 de março de 2012

Raspando o fundo Scraping The Bottom

http://textusa.blogspot.com/2012/03/scraping-bottom.html








When one scrapes the bottom of a barrel, there’s only the bottom to be scraped;

Once one scrapes that bottom off, one start’s to scrape the earth itself;

And if one scrapes the earth desperately hard, one will find itself with one’s hand on the other side of the planet, where there’s nothing there to scrape


As you know, published both in Maria’s blog (in Portuguese) as in Joana Morais’s (in English), Gonçalo Amaral (GA) has recently given an interview to the "Nova Gente" Magazine about his current personal life.

Kate and Gerald McCann apparently didn't like what they read, and decided to respond, as they are entitled to do so.

Let’s first look at some of GA’s answers, as they’re later invoked in theMcCanns’s written, and published, reply:

In Portuguese:

Questão #1: Ao fim de alguns anos decidiu separar-se da Sofia. Foi uma consequência dos problemas que ainda tem com os pais de Maddie, nomeadamente, ao facto de ter ficado sem bens, sem forma de se sustentar?

Ainda é cedo para fazer esse tipo de contabilidade. Os casamentos terminam por diversas razões, as quais normalmente devem ficar no foro pessoal do ex-matrimónio. Mas foi uma decisão ponderada entre mim e a mãe da minha filha Inês.

Questão #8: Como é que resolveram as coisas? Foi difícil, longo, complicado?

Não foi fácil, mas também não foi difícil. Ocorreu uma ponderação e uma avaliação conjunta da nossa relação, tendo-se chegado, calma e serenamente, à conclusão que já estava esgotada e que era necessário mudar de vida, nada de mais.

Questão #9: Alguma vez pensou que por causa de uma investigação, como a de Maddie, a sua vida iria ficar toda de pernas para o ar?

Nunca pensei, mas isso só é possível face ao servilismo com que no nosso país se vêem as relações com o Reino Unido, os nossos políticos e intelectuais esqueceram dos valores da justiça e da verdade. Se relativamente aos políticos é normal que optem por razões de Estado em detrimento de valores que enformam a democracia, relativamente aos intelectuais tal já não parece aceitável nem compreensível. Por outro lado, as famílias sentem-se desamparadas desconhecendo o que podem fazer na busca do seu ente querido, e o que esperar das autoridades policiais e judiciais.

Questão #10: O facto de agora, com 53 anos, ter regressado aos Olivais, à casa do seu pai, é um regressar às origens, ao inicio da sua vida?

É um facto. A minha mãe já morreu, os meus irmãos já não vivem cá, e agora sou só eu e o meu pai a reaprender a viver juntos. Tem sido interessante em todos os aspectos, mas principalmente no facto de ele me ver a mim e aos meus amigos como aqueles jovens de outros tempos retratados na dedicatória “moços do meu bairro”.

Now in English:

Question #1: After a few years you have decided to separate from Sofia. Did that happen as a consequence of the problems that you still have with Maddie's parents, namely, the fact that you were left without any assets, without means to provide for the family?

It is still to early to make that kind of accountability. Marriages end for various reasons, which should usually remain within the personal scope of the former matrimony. However, it was a considered decision between me and the mother of my daughter, Inês.

Question #8: How did you solve things? Was it difficult, lengthy, complicated?

It wasn't easy, but neither was it difficult. There was a consideration and a joint assessment of our relationship; the conclusion that it was exhausted, reached calmly and quietly, made us understand that it was necessary to change our lives, nothing more.

Question #9: Did you ever thought that because of an investigation, such as Maddie's, your life would be turned upside down?

I never thought that, but that was only possible due to the servilism seen in our country in its relations with the United Kingdom, where our politicians and our intellectuals have forgotten the values of justice and truth. If, relatively, to the politicians, it is normal that they choose reasons of State rather than values that shape democracy, it is not acceptable nor understandable for the intellectuals to do the same. On the other hand, families feel helpless not knowing what they can do in pursuit of their loved one, and what to expect of police and judicial authorities.

Question #10: The fact that you have now, with 53 years-old, returned to Olivais [area in Lisbon], to your father's home, is it a return to your origins, to the beginning of your life?

It is a fact. My mother has passed away, my brothers no longer live here, and now it is just me and my dad relearning to live together. It has been interesting in every aspect, mainly because he still sees me and my friends as the youngsters of other times portrayed in the book to the “moços do meu bairro” [boys from my neighbourhood].


Now let’s read the couple’s answer to this interview:

In Portuguese:

Kate e Gerald McCann respondem a Gonçalo Amaral
Jornal da Região- Oeiras
28 Fevereiro a 05 Março 2012
Pag 2

“Vêm Kate e Gerald Mc Cann, ao abrigo da Lei de Imprensa, exercer o direito de resposta e rectificação emrelação ao extracto publicado na edição nº 300, na página 3, na rubrica “Olha quem fala”, originário de artigo da revista “Nova Gente”, edição de 13 de Fevereiro de 2012, a páginas 86 e 87, nos seguintes termos:

O título atribuído à peça, não corresponde ao conteúdo da mesma, destinando-se apenas a “vender” a leitura da peça. Tal facto é constatado logo na primeira pergunta feita e na resposta dada por Gonçalo Amaral.

No entanto, o fio condutor da entrevista, e as oitava a décima perguntas formuladas procuram inculcar no leitor a noção de que a vítima do irreparável assassinato de caráter sofrido pelos pais de Madeleine McCann às mãos de Gonçalo Amaral, é o próprio Gonçalo Amaral e não quem ele, organizada e impiedosamente, destruiu.

No entanto, a verdade passível de resposta quanto ao teor e intenção desta entrevista, assenta apenas nos seguintes factos:

Gonçalo Amaral enriqueceu à custa do desaparecimento de Madeleine McCann, sabendo- se hoje que os lucros obtidos com a difusão, por todas as vias mediáticas disponíveis e abertas àquele ex-inspetor coordenador da investigação do caso, foram, apenas no espaço de um ano, pelo menos e comprovadamente, da ordem dos € 342.111,86.

Da providência cautelar ordenada pela 1.ª Vara Cível de Lisboa, foi arrestada a meação de Gonçalo Amaral na quota única detida na sociedade unipessoal do referido, o que não impede a mesma de laborar nem impede o referido senhor de continuar a escrever livros ou desempenhar quaisquer outras tarefas que entenda, enquanto cidadão, ainda que com o cadastro criminal manchado. No entanto, nenhuma apreensão foi feita, de bens ou valores financeiros ou outros, que fossem detidos por aquela sociedade. Esta sociedade, em nenhum exercício desde que foi criada, em 2008, apresentou, sequer, contas públicas, ao contrário do que deveria ter feito.

Dos montantes recebidos a título de direitos autorais acima mencionados e relacionados com a publicação do livro “A Verdade da Mentira” e com o documentário exibido na TVI e DVD vendido com o jornal “Correio da Manhã”, e outras actividades exercidas pelo ex-inspector Gonçalo Amaral, assim como dos direitos das, pelo menos seis, edições em língua estrangeira do referido livro, não foi apreendida qualquer quantia.

No tocante à moradia que Gonçalo Amaral possuía na Urbanização Cerro Azul, em Quelfes, inexistem quaisquer prejuízos para o referido entrevistado, que sejam imputáveis aos pais de Madeleine Mc Cann. Na verdade, em 2009, impendiam sobre essa moradia várias hipotecas e um arresto averbado, decorrente de uma ação intentada por um dos irmãos de Gonçalo Amaral contra ele e a sua mulher, por, comprovadamente, como consta da sentença proferida pelo 2.º Juízo Cível do Tribunal de Família e Menores da Comarca do Seixal, estes terem vendido uma casa a terceiros, depois de terem recebido o valor que deveriam receber por ela, daquele mencionado irmão, que os ajudara a pagar dívidas anteriores. Os pais de Madeleine McCann conheceram tal ação por nela ter sido suscitada a sua intervenção pelo próprio agente de execução encarregue, pessoa que também parece ter alguma informação importante a referir sobre o que se deixa acima explanado. Sobre essa casa impendiam ainda penhoras desencadeadas pelo fisco, uma vez que o entrevistado em causa, apesar de ser funcionário público, tinha problemas com impostos, muito anteriores à própria publicação do livro e do documentário. Atualmente essa casa já é propriedade do Banco Espírito Santo, um dos credores, com problemas creditórios visíveis com o referido entrevistado, muito anteriores à publicação do livro, e portanto, das ações intentadas pelos respondentes.

Quanto ao veículo marca “Jaguar” com a matrícula 28-FB-58, que era à data do processo propriedade da Sociedade Unipessoal acima referida, o mesmo foi, em 21 de Janeiro de 2010 vendido a um terceiro, em nome de quem ainda se encontra registado, pelo que nem os pais de Madeleine McCann nem qualquer um dos outros vários credores, tiveram possibilidade de o usar para se pagarem das diversas dívidas contraídas pelo mencionado, repete-se, muito antes, da publicação do livro.

Quanto à pensão de reforma que o ex-inspector aufere, no montante de € 2.039,16, está a ser descontada da mesma uma percentagem de menos de 0,1% dos valores conhecidos, recebidos pelo ex-inspetor pelo livro e documentário, que entregou prontos aos seus editores ainda antes de o processo- crime, que se encontrava em segredo de justiça, ter sido arquivado, assim desrespeitando, nessa como noutras vertentes, aquele ex-inspetor, deveres que sobre ele impendem, mesmo na situação de aposentado. De resto, sobre essa pensão, fora já anteriormente executada uma penhora, originária de processo instaurado pelo Serviço de Finanças de Olhão, por dívidas fiscais.

Os pais de Madeleine Mc Cann não têm voz em Portugal. Tudo lhes foi tirado, a filha, a honra e a possibilidade de vida cívica, foram aniquilados como cidadãos, destituídos de direitos ou crédito social, o que não aconteceu, como se vê pela entrevista, com o senhor que os aniquilou.

Por tal razão, vêm Kate e Gerald McCann requerer que a sua resposta seja publicada na íntegra, propondo-se pagar o que for considerado como eventual excesso de texto.

Isabel Costa Pereira
Mandatária de Gerald e Kate McCann”

Now in English:

Kate e Gerald McCann answer Gonçalo Amaral
Jornal da Regiao- Oeiras
28 February to 5 March 2012
Pg 2

“Kate and Gerald McCann, come, under the Press Law, exercise the right of reply and rectification in relation to the statement published in issue No. 300, on page 3 under the heading "Look who's talking," originated in the article in "Nova Gente" magazine, edition of 13 February 2012, pages 86 and 87, as follows:

The title assigned to the piece, does not correspond to its content, and is intended only to "sell" its reading. This fact is evidenced right the very first question asked and in the answer given by Gonçalo Amaral.

However, the thread of the interview, and the eighth to tenth questions seek to instill in the reader the notion that the victim of the irreparable character assassination suffered by the parents of Madeleine McCann at the hands of Gonçalo Amaral, is Gonçalo Amaral himself not whom he organized and ruthlessly destroyed.

However, the likely truth of response as to the content and intent of this interview, is based only on the following facts:

Gonçalo Amaral got rich at the expense of the disappearance of Madeleine McCann, known today that the profits out of spreading, via all open and available media to the ex-inspector coordinator of case’s investigation, were, within only one year, at least and demonstrably, in the order of € 342,111.86.

From the cautionary injunction ordered by the 1st Civil Court of Lisbon, Gonçalo Amaral’s moiety was frozen in the single share he held in his single-name society, not preventing it from continuing labouring nor preventing the referred gentleman to continue to write or engage in other tasks that he sees fit, as a citizen, even with a tainted criminal record. However, no apprehension was made of goods or financial values, which were held by that society. This society, in any exercise since it was established in 2008, has presented, even, its public accounts, contrary to what should have done.

From the amounts received from copyright, above mentioned and related with the publication of the book "True Lies" and with the aired TVI documentary and the DVD sold with the newspaper "Correio da Manha", and other activities engaged by ex-inspector Gonçalo Amaral, as well as the rights of at least six editions in foreign language of the book, it wasn’t seized any amount.

With regards to the villa that Gonçalo Amaral had in Urbanizacao Cerro Azul, in Quelfes, there aren’t any losses to the referred interviewee that are to be attributable to the parents of Madeleine McCann. In fact, in 2009, on this house several mortgages were pending as well as registered arresting stemming from a lawsuit brought by a brother of Gonçalo Amaral against him and his wife, for, demonstrably, as stated in the sentence pronounced by the 2nd Civil Court of Family and Minors Court of the District of Seixal, having sold a house to a third party, after having received the amount they should receive for it, from the mentioned brother, who had helped them pay previous debts. The parents of Madeleine McCann got to know about such action after their intervention in it was brought by the enforcement agent in charge, a person who also seems to have some important information about what is above explained. About this house there were still pending seizures originated by the tax authorities, as the interviewee in question, despite being a civil servant, had tax problems, long before the publication of the book and of the documentary. Currently this house is owned by Banco Espirito Santo, one of the creditors, with visible credit problems with the referred interviewee, long before the publication of the book, and, therefore, the actions brought by the respondents.

About the "Jaguar" vehicle with licence plate 28-FB-58, which at the date of the process was owned by the single-name society mentioned, was, on January 21, 2010 sold to a third party and on whose name is currently registered, so that neither the parents of Madeleine McCann nor any of the several other creditors had the possibility to use it to cover the various debts incurred by the referred, repeating, long before the book's publication.

As for the pension that the former inspector receives, in the amount of € 2,039.16, it’s being deducted from it a percentage of less than 0.1% of the known values received by the ex-inspector for the book and documentary, which he delivered finished to his publishers even before the criminal process, which was under judicial secrecy, had been archived, thus disrespecting the ex-inspector, in this as in other aspects, duties incumbent to him, even in the situation of retirement. Moreover, on this pension, a seizure had previously been executed, originated in a process brought by the Finance Services of Olhao, for tax debts.

The parents of Madeleine McCann have no voice in Portugal. Everything was taken from them, the daughter, the honor and the possibility of a civic life, were annihilated as citizens, deprived of rights or social credit, which did not happen, as can be seen in the interview with the gentleman who annihilated them.

For this reason, come Kate and Gerry McCann to claim that your response is published in its entirety, offering to pay what is considered as eventual excess text.

Isabel Costa Pereira
Mandated by Gerald and Kate McCann”

To finish, let’s just read excerpts from GA’s interview on March 1st to the"The Crime” newspaper, also published in Maria’s blog.

In Portuguese:

Entrevista a Gonçalo Amaral por Carlos Saraiva
Semanário "O Crime" quinta-feira, 1 de Março de 2012 ( pág.s 12 e 13)

"Suspeito que os meus livros foram destruídos"

P: Tem alguma expectativa em relação a este processo?

R: A única expectativa é que iremos ganhar a acção, pois não existem factos nem matéria de pedir. A acção dos McCann é inepta. E tudo isso causa um grande desespero na sua ilustre advogada, a qual sente necessidade de avançar com uma campanha de desinformação e de difamação contra a minha pessoa. Não deve esquecer o que tem dito, porque por tal irá responder em tribunal.

P: Como sabe , o Primeiro Ministro David Cameron, mandou reavaliar a investigação em Inglaterra acerca do desaparecimento de Maddie. Como é que avalia essa decisão, admitindo que os ingleses dificilmente terão acesso à investigação em Portugal?

R: A decisão desse Primeiro Ministro tem sido deturpada. O casal McCann tem falado numa reavaliação dos " avistamentos" da criança. Mas o que está a conhecer é que a Scotland Yard, nomeada para reavaliar toda a investigação, tem colocado de lado os pseudo-avistamentos centrando-se no processo que se encontra arquivado. Os elementos da Scotland Yard têm estado a trabalhar com uma equipa de investigação do Porto ( Porto porque o Algarve e Lisboa já tinham estado envolvidos) , e o que se sabe é que a "coisa" não está a correr muito bem para o lado dos McCann.

P: O caso Maddie, pode dizer-se ( não é segredo) comprometeu a sua carreira na PJ. Que mágoas sente em relação a isso ?

R: Não concordo! O caso "Maddie " aconteceu numa fase da minha vida em que já me encontrava cansado de dizer " sim". Apenas e só isso.

Foi ingénuo?

R: Nada disso. Saí da Polícia Judiciária por minha iniciativa e de cabeça erguida, trabalhei ali durante quase trinta anos e tive uma carreira de sucesso e impoluta. Os detractores que tentem denegrir tal carreira, porque, depois, logo falamos.

Now in English:

Interview to Gonçalo Amaral by Carlos Saraiva
Weekly Newspaper "The Crime" Thursday, March 1, 2012 (pages 0:13)

"I suspect that my books were destroyed"

Q: Do you have any expectation about this legal action?

A: The only expectation is that we will win the action, because there are no facts or matters of action. The legal action of the McCanns is inept. And all this causes great despair in their illustrious lawyer, who feels the need to move forward a campaign of disinformation and defamation against me. She should not forget what has been said, because she will respond for it in court.

Q: As you know, Prime Minister David Cameron has ordered a re-evaluation of the investigation in England about the disappearance of Maddie. How do you see that decision, admitting that the British will hardly have access to the research in Portugal?

A: The decision of the Prime Minister has been misrepresented. The McCanns have spoken of a reassessment of the "sightings" of the child. But what is known is that Scotland Yard, appointed to review all the investigation, has put aside the pseudo-sightings, focusing on the files that are shelved. The elements of the Scotland Yard have been working with an investigation team from Porto (Porto because the Algarve and Lisbon teams had already been involved), and what is known is that the "affair" is not going very well for the McCann side.

Q: The Maddie case, one can say (it’s not a secret) has marked your career in the PJ. What are your feelings about that?

A: I don’t agree! The "Maddie" case happened at a stage in my life when I was already tired of saying "yes." Only that.

Q: Were you naive?

A: Nothing like that. I left the Judicial Police on my initiative and head raised high, I worked there for almost thirty years and had a successful career and unpolluted. Let detractors try to denigrate such a career, because then we will talk.

When one scrapes the bottom of a barrel, there’s only the bottom to be scraped;

Once one scrapes that bottom off, one start’s to scrape the earth itself;

And if one scrapes the earth desperately hard, one will find itself with one’s hand on the other side of the planet, where there’s nothing there to scrape

Textusa



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