sexta-feira, 9 de março de 2012

GA - entrevista




Como sabe , o Primeiro Ministro David Cameron, mandou reavaliar a investigação em Inglaterra acerca do desaparecimento  de Maddie. Como é que avalia essa decisão, admitindo que os ingleses dificilmente terão acesso à investigação em Portugal?

A decisão desse Primeiro Ministro tem sido deturpada. O casal McCann tem falado numa reavaliação dos " avistamentos"  da criança. Mas o que está a acontecer é que a Scotland Yard, nomeada para reavaliar toda a investigação, tem colocado de lado os pseudo-avistamentos centrando-se no processo que se encontra arquivado. Os elementos da Scotland Yard têm estado a trabalhar com uma equipa de investigação do Porto ( Porto porque o Algarve e Lisboa já tinham estado envolvidos) , e o que se sabe é que a "coisa"  não está a correr muito bem para o lado dos McCann.

 http://www.jn.pt/Dossies/dossie.aspx?content_id=2351029&dossier=O%20caso%20Maddie%20McCann&page=-1


Quase quatro anos depois de ter sido arquivado pelo Ministério Público, o caso do desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann no Algarve está a ser reanalisado a pente fino. 

Em Portugal, foi escolhida uma equipa de investigadores da PJ do Porto. (GA explicou porquê) 

Do lado do Reino Unido, a Scotland Yard não regateia meios para saber o que aconteceu à pequena Maddie, cujo desaparecimento em 2007 foi arquivado em julho de 2008 pelo Ministério Público português. Só em 2011, foram gastos 2,2 milhões de euros. E a equipa é constituída por 37 pessoas.

Mas os investigadores concluíram que nada fariam sem articulação com Portugal. Por isso, foi estabelecida parceria com a PJ, que investigou o caso durante 14 meses consecutivos - primeiro com a chefia de Gonçalo Amaral, na PJ de Portimão; depois, sob liderança do ex-diretor nacional adjunto da PJ, Paulo Rebelo.

Desta feita, para trabalhar no caso, a direção nacional da PJ optou por nomear uma equipa que nada teve a ver com o caso. A escolha recaiu na Secção Regional de Investigação e Prevenção Criminal da PJ do Porto, chefiada pela coordenadora superior Helena Monteiro.

Trata-se de uma brigada com experiência em casos de desaparecimento. Um exemplo de sucesso foi o de uma jovem de Lamego, Carina Ferreira, cujo cadáver foi encontrado após um mês de buscas numa ravina de autoestrada.

O objetivo é, a partir de novos olhares sobre o caso, procurar pistas para seguir e suprir eventuais lacunas das investigações iniciais.

"Não obstante ter sido formalmente arquivado, continuamos a ter um desaparecimento sem explicação. (Desculpe: como disse? ) O arquivamento não significa que a Polícia Judiciária tenha menos interesse no esclarecimento e na procura de respostas", explica ao JN Pedro do Carmo, diretor nacional adjunto.

Arquivamento precipitado

De acordo com informações recolhidas pelo JN, nos últimos meses as autoridades inglesas já se deslocaram quatro vezes a Portugal. Recentemente, os investigadores do Porto também estiveram em Portimão.

No âmbito das diligências em curso - sem que o processo tenha sido formalmente reaberto pelo Ministério Público - está em aberto a hipótese de reconstituição das circunstâncias anteriores ao desaparecimento de Maddie, a 3 de maio de 2007, no Ocean Club, na Praia da Luz, Lagos.

Esta diligência não foi concretizada porque - recorde-se - o casal McCann e seis dos amigos recusaram participar. 

"O interesse das autoridades britânicas valoriza todo o trabalho desenvolvido pela Polícia portuguesa e questiona a razão de um arquivamento precipitado e abrupto. A verdade material ficou por apurar", afirma ao JN Gonçalo Amaral, o primeiro coordenador da investigação, entretanto reformado.














Entrevista a Gonçalo Amaral por  Carlos Saraiva

Semanário "O Crime" quinta-feira, 1 de Março de 2012 ( pág.s 12 e 13)

"Suspeito que os meus livros foram destruídos" 

A nova fonte de conflito entre o ex-inspector da PJ e o casal McCann gira em torno da devolução do livro escrito por Amaral. Os tribunais anularam a providência cautelar que pendia sobre a obra e, agora, o ex-inspector reclama 7500 exemplares de " Maddie  - A verdade da mentira", cuja fiel depositária é a representante legal dos McCann em Portugal. 

" o crime" - O Tribunal da Relação decretou que os livros ( Maddie - A verdade da mentira ) que lhe foram apreendidos, lhe fossem entregues. Já os tem na sua posse?

Gonçalo Amaral - o Tribunal da Relação de Lisboa decretou que o meu livro e as minhas opiniões não violavam direitos privados do casal McCann, pais da criança desaparecida, pelo que, a providência cautelar foi peremptoriamente negada.

A decisão já transitou em julgado?

A decisão do Tribunal da Relação não admitia recurso. Mesmo assim, a ilustre advogada do casal conseguiu atrasar o trânsito em julgado, o que ocorreu em Novembro de 2011, após decisão contrária aos McCann proferida pelo Supremo Tribunal de Justiça de Lisboa. Tem andado a vender " gato por lebre " e já começo a duvidar que o casal McCann tenha conhecimento das decisões dos tribunais portugueses. Talvez continuem a pagar sem saber o resultado.

Porque motivo não lhe foram devolvidos?

Duvido que os livros existam. Aliás, é bom recordar que a advogada dos McCann sempre disse que tais livros nunca seriam postos à venda. De onde lhe vem tal certeza… não sei. Apenas sei que tal advogada e os seus clientes não cumprem decisões de tribunais portugueses, o que pode ser demonstrativo do seu carácter, ou, no mínimo, da sua forma de estar no ordenamento jurídico português.
Deixe-me recordar-lhe que, por suspeitar que tais livros tenham sido destruídos, denunciei a situação ao Ministério Público, decorrendo neste momento no DIAP de Lisboa um processo-crime, por descaminho ou destruição de objectos colocados sob o poder público ( artº 355 C do Código Penal) , abstractamente punível com uma pena de prisão até 5 anos, em que são suspeitos o casal McCann e a sua ilustre advogada.

De quantos exemplares estamos a falar?

Estarão em causa cerca de 7500 exemplares.

Quando lhe forem entregues vai recolocá-los no circuito comercial?

Aqueles livros, ou uma nova reedição, já deveria estar no mercado. A editora "Guerra e Paz" saberá desse assunto.

Em que fase está o processo cível que os McCann têm contra si ? 

Estamos na fase de pré-audiência de julgamento. Neste momento, o meu novo advogado tem 
" mexido " num processo que estava parado e tal situação tem causado o pânico na parte contrária.

Um dos argumentos mais fortes da acusação passa por alegar que Gonçalo Amaral enriqueceu com os direitos do livro. Que comentário lhe merece?

Se alguém quer falar de " enriquecimento" , primeiro pense nos pais da criança desaparecida , nos seus familiares, no seu "staff" de apoio e na sua ilustre advogada.
Neste último caso era importante que a mesma dissesse quanto já ganhou e as perspectivas dos ganhos que ainda alimenta, já para não falarmos de outros advogados, em agências de detectives e de comunicação.

Tem alguma expectativa em relação a este processo?

A única expectativa é que iremos ganhar a acção, pois não existem factos nem matéria de pedir. A acção dos McCann é inepta. E tudo isso causa um grande desespero na sua ilustre advogada, a qual sente necessidade de avançar com uma campanha de desinformação e de difamação contra a minha pessoa. Não deve esquecer o que tem dito, porque por tal irá responder em tribunal.

Como sabe , o Primeiro Ministro David Cameron, mandou reavaliar a investigação em Inglaterra acerca do desaparecimento  de Maddie. Como é que avalia essa decisão, admitindo que os ingleses dificilmente terão acesso à investigação em Portugal?

A decisão desse Primeiro Ministro tem sido deturpada. O casal McCann tem falado numa reavaliação dos " avistamentos"  da criança. Mas o que está a acontecer é que a Scotland Yard, nomeada para reavaliar toda a investigação, tem colocado de lado os pseudo-avistamentos centrando-se no processo que se encontra arquivado. Os elementos da Scotland Yard têm estado a trabalhar com uma equipa de investigação do Porto ( Porto porque o Algarve e Lisboa já tinham estado envolvidos) , e o que se sabe é que a "coisa"  não está a correr muito bem para o lado dos McCann.

O caso Maddie, pode dizer-se ( não é segredo) comprometeu a sua carreira na PJ. Que mágoas sente em relação a isso ? 

Não concordo! O caso "Maddie " aconteceu numa fase da minha vida em que já me encontrava cansado de dizer " sim". Apenas e só isso.

Foi ingénuo?

Nada disso. Saí da Polícia Judiciária por minha iniciativa e de cabeça erguida, trabalhei ali durante quase trinta anos e tive uma carreira de sucesso e impoluta. Os detractores que tentem denegrir tal carreira, porque, depois, logo falamos.


Até agora as pista recolhidas pelos detectives privados que procuram a criança, mesmo as que se tornaram mais mediáticas, não se revelaram úteis e, porventura, terão até lançado mais confusão sobre o caso. Qual é a sua opinião?


Os detectives privados , na sua generalidade, preocuparam-se em inventar histórias sobre os investigadores portugueses encarregues do caso, ou em criar falsos avistamentos. O casal McCann deveria ter a coragem para divulgar todos os relatórios gerados por tais detectives privados e aí ficaríamos a saber para que tem servido o fundo criado para encontrar a criança.. Seria muito interessante.
Aliás, deixe-me recordar-lhe a actuação da agência de detectives " Método 3 ". Esses senhores criaram diversos avistamentos. A dada altura, Natal de 2007, chegaram a dizer que a criança desaparecida estaria em casa nesse mesmo Natal. Naquela altura tentavam ligar a investigação ao desaparecimento de Madeleine. Chegaram a " contactar" um advogado/médium para fazer essa ligação. Tal personagem foi a primeira pessoa que, publicamente, com cobertura mediática , afirmou que Madeleine estava morta, tendo procedido a buscas em barragens algarvias. E  hoje é de pasmar, ou talvez não, que seja a ilustre advogada dos McCann a defendê-lo no processo que intentei contra ele por difamação qualificada e por cujo crime se encontra a ser julgado no Tribunal de Faro. Agora paremos um bocadinho. recorde-se que os McCann afirmam que, quando expressei a minha opinião no sentido de a criança estar morta, estava, segundo eles, a comprometer as buscas para a encontrar.
Agora pergunto-lhe a si e a qualquer cidadão: qual a razão para a advogada dos McCann estar a defender uma pessoa que manifesta e já manifestou publicamente a ideia de que Madeleine está morta? Qual a razão para a "Método 3" ter contactado o advogado/médium? Seguramente não é para encontrar a criança viva.

Ainda considera que algum dia saberemos o que aconteceu, isto para além de qualquer dúvida?

Alguém há-de encontrar uma solução politicamente correcta e diplomática.

(obrigada a JMorais ) 























Com a ajuda do N.R. (obrigada, Amigo) aqui está mais ou menos em googlês:



http://mariacpois.blogspot.com/2012/03/ga-entrevista.html

With the aid of Google-trans:

Interview to Gonçalo Amaral by Carlos Saraiva

Weekly Newspaper "The Crime" Thursday, March 1, 2012 (pages 0:13)

"I suspect that my books were destroyed"

A new source of conflict between the former PJ inspector and the McCann couple gravitates around the book written by Amaral. The courts overturned the injunction hanging over the work, and now the former inspector claims back his 7500 copies of "Maddie - The Truth of the Lie", whose trustee is the legal representative of McCann in Portugal.

"Crime" - The Court of Appeal ruled that the books (Maddie - The Truth of the Lie) which had been seized, should be returned. Do you have them already in your possession?

Gonçalo Amaral - the Lisbon Court of Appeal ruled that my book and my opinions did not violate privacy rights of the couple McCann, parents of missing child, so that the injunction was peremptorily denied.

The decision has become final?

The decision of the Court of Appeal was final. Even so, the distinguished lawyer of the couple managed to delay the final ruling, which occurred in November 2011 following a decision contrary to the McCann issued by the Supreme Court of Lisbon. It has been selling "pig in a poke" and I am beginning to doubt that the McCanns are aware of the decisions of the Portuguese courts. They may continue to pay without knowing the outcome.

Why weren’t the books returned?

I doubt the books exist. Indeed, it is good to remember that the lawyer of the McCanns have always said that these books would never be on sale. How can she be so certain ... I do not know. Just know that this lawyer and her clients do not comply with the decisions of the courts of Portugal, which can be demonstrative of their character, or at least their demeanor in the Portuguese legal system.
Let me remind you that, because I suspect that the books have been destroyed, I reported the situation to the prosecutor, which originated criminal proceedings, in DIAP Lisbon, for misuse or destruction of objects placed under public custody (Article 355 C of the Penal Code), punishable in abstract by a prison term up to five years, in which the suspects are the McCanns and their illustrious lawyer.

How many copies are we talking about?

About 7500 copies.

When they are returned to you, will you send them back to the stores?

Those books, or a new reissue, should already be in the market. The publisher "War and Peace" will be in charge of this subject.

In which stage is the civil case the McCanns have against have you?

We are in pre-trial hearing. Right now, my new attorney has been
"handling" a process that was stopped and this has caused panic in the opposing party.

One of the strongest arguments for the prosecution is claiming that Gonçalo Amaral became rich with the rights to the book. What is your comment to this?

If someone wants to talk about "getting rich", first think about the parents of the missing child and their family, in their "staff" and in their illustrious lawyer.
In the latter case it would be important if she could say how much she’s earned and the prospects of earnings to come, not to mention other lawyers, detective and communication agencies.

Do you have any expectation about this legal action?

The only expectation is that we will win the action, because there are no facts or matters of action. The legal action of the McCanns is inept. And all this causes great despair in their illustrious lawyer, who feels the need to move forward a campaign of disinformation and defamation against me. She should not forget what has been said, because she will respond for it in court.

As you know, Prime Minister David Cameron has ordered a re-evaluation of the investigation in England about the disappearance of Maddie. How do you see that decision, admitting that the British will hardly have access to the research in Portugal?

The decision of the Prime Minister has been misrepresented. The McCanns have spoken of a reassessment of the "sightings" of the child. But what is known is that Scotland Yard, appointed to review all the investigation, has put aside the pseudo-sightings, focusing on the files that are shelved. The elements of the Scotland Yard have been working with an investigation team from Porto (Porto because the Algarve and Lisbon teams had already been involved), and what is known is that the "affair" is not going very well for the McCann side.

The Maddie case, one can say (it’s not a secret) has marked your career in the PJ. What are your feelings about that?

I don’t agree! The "Maddie" case happened at a stage in my life when I was already tired of saying "yes." Only that.

Were you naive?

Nothing like that. I left the Judicial Police on my initiative and head raised high, I worked there for almost thirty years and had a successful career and unpolluted. Let detractors try to denigrate such a career, because then we will talk.

So far the clues persued by private investigators looking for the child, even those that have become more public, have not proved useful and, perhaps, have created more confusion about the case. What is your opinion?

The private detectives, in general, were concerned to make up stories about the Portuguese investigators in charge of the case, or creating false sightings. The McCanns should have the courage to disclose all reports generated by such private detectives and then we would understand how that has served the fund created to find the child .. It would be very interesting.
In fact, let me remind you of the actions of detective agency "Method 3". These gentlemen have created several sightings. At some point, Christmas 2007, they came out to say that the missing child would be home that same Christmas. At that time they tried to link the investigation to the disappearance of Madeleine. They went on to "contact" a lawyer / psychic to make that connection. This character was the first person who publicly announced that Madeleine was dead, and carried out searches in the Algarve dams. And today, it’s bewildering, or maybe not, that it’s the distinguished lawyer of the McCanns who represents him in the legal action I took against him for qualified defamation, for which crime he is being prosecuted in the Court of Faro. Now let us stop for a while. Let’s recall that the McCanns said that when I expressed my opinion that the child was dead, I was, according to them, undermining the search to find her.
Now I ask you and every citizen: what is the reason for the lawyer of the McCanns to be defending a person who manifests and has publicly expressed the idea that Madeleine is dead? What is the reason for the "Method 3" have contacted the lawyer / psychic? Surely not to find the child alive.

Do you believe that someday we will know what happened, beyond any doubt?

Someone will find a politically correct and diplomatic solution.



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