sexta-feira, 2 de março de 2012

Beja e as catanas mais a Procuradora.

Maria José Martinho, a procuradora que o interrogou, revela agora os detalhes da confissão numa entrevista exclusiva a RTP.

Crime de Beja: entrevista à procuradora que interrogou Francisco Esperança

São as primeiras revelações sobre a confissão do assassino de Beja: Francisco Esperança matou a mulher, a filha e a neta por dificuldades financeiras. Maria José Martinho, a procuradora que o interrogou, revela agora os detalhes da confissão numa entrevista exclusiva a RTP.




O homem que matou a mulher, filha e neta, no inicio de fevereiro, em Beja, contou ter usado uma catana por "considerar que era a arma mais silenciosa". A revelação foi feita, esta quarta-feira, pela Procuradora do Ministério Público, que esteve no primeiro interrogatório de Francisco Esperança, 59 anos.
Em entrevista à RTP, Maria José Martinho contou que o arguido assumiu ter morto a família, numa ocasião em que esta estava a dormir.
Disse ainda que o homicida, que se apresentou "muito calmo" no interrogatório, justificou os crimes com a vergonha que a família iria passar devido às dificuldades económicas. Situação que foi revelada pelo JN, na edição de 16 de Fevereiro.
Sobre as razões para ter morto a neta, Francisco contou que não a queria deixar sozinha, porque "ela ia ser muito infeliz". Lamentou não ter tido coragem para se suicidar após os crimes.


O PGR autorizou a Procuradora mas na RTP;

O Bastonário passa a vida no programa Você na TV, da TVI.

Bom, e eu gosto dos perseguidos dos mccann na sic:

GA; HC;PS! E outros que os acompanham.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/monstro-de-beja-recusou-explicar-incesto


Francisco Esperança manteve-se em silêncio sobre a paternidade da neta. Falou apenas das dívidas, de que não queria que Maria crescesse sem família, mas recusou explicar se a menina nasceu de uma relação incestuosa. Os inspectores da PJ de Faro perguntaram-lhe se era o pai de Maria, Francisco limitou-se a baixar os olhos, em sinal de vergonha.



Para os polícias que estiveram na casa onde o homem conhecido como ‘monstro de Beja' matou a família, o cenário foi dos mais terríveis que alguma vez encontraram. As paredes dos dois quartos - onde estavam, de pijama, a mulher Benvinda e a filha e neta, Cátia e Maria - não deixam dúvidas quanto à violência usada. As paredes estão marcadas com sangue, que terá sido projectado da cata-na usada no homicídio. Os braços e antebraços das vítimas apresentavam inúmeros golpes. Não há dúvidas de que tentaram reagir, agarrar a arma que acabou por as matar.
A análise ao local também permitiu verificar que foi Benvinda quem morreu primeiro. Depois, Francisco entrou no quarto onde Cátia e Maria dormiam e começou a golpeá--las. Cátia ainda terá tentado proteger a filha com o seu corpo, mas a fúria do pai era incontrolável. As autoridades admitem que quando percebeu que estava morta, Francisco tenha arrastado o corpo de Cátia para um lado da cama, de forma a garantir que a neta também morria. Voltou a golpeá-la, há igualmente marcas nos braços que permitem perceber que também reagiu. Menos que a mãe e a avó porque não tinha forças.
Quanto ao dinheiro apreendido na casa - tinha mais de 4000 euros espalhados - o Ministério Público de Beja deverá agora depositá-lo numa conta na Caixa Geral de Depósitos. Aguardarão depois que algum herdeiro os reclame, caso contrário a quantia reverterá a favor do Estado.
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