quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

o medium ressabiado

 Marcos Aragão Correia julgado por difamação









Publicado em 2008-03-14


"Se encontrarmos o corpo da pequena Madeleine, ficaremos na história da humanidade". 





Esta é uma das frases que um advogado madeirense utiliza para conquistar patrocinadores para as buscas particulares que está a levar a cabo na barragem do Arade, em Silves. 

Marcos Aragão Correia pede 5 mil euros e, em troca, promete publicitar o nome da empresa como a todos os órgãos de comunicação social, portugueses e estrangeiros, que fizerem a cobertura das buscas.

"O patrocinador exclusivo beneficia de uma publicidade enorme e única", garante o advogado, que defende ser esta "uma maravilhosa oportunidade de colocar o nosso cristianismo em acção, ajudando estes pais e esta menina". 

Uma das empresas contactadas foi um jornal regional de Portimão, que nem sequer respondeu ao email. O convite acabou por ser aceite por uma empresa de construção civil.

O dinheiro permitiu ao advogado pagar à equipa de mergulhadores que em Janeiro já tinham estado na barragem. As operações foram suspensas ao fim de apenas quatro dias, por falta de verbas. 

No email enviado às empresas, o advogado apresenta-se como "filho de um dos grandes vultos da cultura insular e nacional" e garante ter "patrocinado a defesa de diversos casos mediáticos", embora não dê um único exemplo concreto.

 Explica que a 6 de Maio (três dias depois do desaparecimento de Madeleine) recebeu pistas de que a menina foi raptada, violada, assassinada e o seu corpo atirado a um lago do Algarve, que o próprio conclui, "após investigações exaustivas", ser a barragem do Arade. 

O JN sabe que contactou a Polícia. 

"O que dizia era muito vago e nunca revelou a fonte, apesar das várias insistências nesse sentido. Mais tarde percebeu-se que a fonte era um medium, ou seja, não era minimamente credível", contou fonte ligada à investigação.

Durante as buscas, foram encontradas cordas, uma meia e uma pedra. Correia considera que indiciam a "presença do corpo". Entregou-os à agência de detectives espanhola Método 3, contratada pelo casal McCann.

Marisa Rodrigues



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