sábado, 28 de janeiro de 2012

Tortura a uma Família


   Foto do Rui tirada do blog de Textusa.

Filomena e Manuel, pais de Rui Pedro, viveram um dia de muita emoção. Choraram juntos nas alegações


À saída do Tribunal de Lousada, o pai de Rui Pedro, Manuel Mendonça, afirmou: "O que aconteceu no dia ate é perdoável porque um azar qualquer homem pode ter, mas treze anos de silêncio e ficar a ver as outras pessoas a sofrer acho que é a parte mais difícil de perdoar ao Afonso".

Ler mais: http://aeiou.caras.pt/famosos/2012/01/27/caso-rui-pedro-ministerio-publico-pede-seis-a-sete-anos-de-prisao-para-afonso-dias#ixzz1kjj6rHia



Segundo o jurista, “Rui Pedro, de 11 anos, foi raptado para satisfazer uma tara, uma perversidade ou um negócio” do arguido Afonso Dias, que à data dos factos tinha 21 anos de idade.


Olhando nos olhos do réu, Sá Fernandes criticou o seu silêncio em julgamento e concluiu que tal se deve ao facto de Afonso Dias esconder algo “de pior”, como enfatizou.

“Ele tem o direito jurídico de permanecer em silêncio”, afirmou ao coletivo, para se voltar de novo para o arguido e dizer-lhe: “O senhor não tem o direito moral de estar calado”.
E concluiu o advogado: “Oxalá não tenha na sua consciência de responder por mais do que consta neste processo”.
O arguido está pronunciado por um crime de rapto agravado.
A leitura do acórdão foi marcada para o dia 22 de fevereiro às 14:00.




O advogado da família de Rui Pedro disse hoje contar com a condenação do homem acusado do rapto do menor de Lousada, considerando “justo” se tal vier a ocorrer.
“Podemos ter a certeza que o Rui Pedro entrou no carro deste homem [arguido] e foi com ele às prostitutas”, afirmou Ricardo Sá Fernandes nas suas alegações finais.
“Temos uma prova arrasadora”, acrescentou.
O advogado começou as suas alegações, lendo, com a voz embargada, um excerto do depoimento, em audiência, de Filomena Teixeira, mãe do menor.
“Palavras que retratam, com a força de uma mãe que perdeu o filho, a tragédia deste processo”, sublinhou, enaltecendo a tenacidade e coragem da família.
O advogado disse rever-se na medida da pena “de mais de sete anos” de prisão pedida hoje pela procuradora do Ministério Público, Elina Cardoso.
Ricardo Sá Fernandes insistiu que a prova da acusação é sólida e foi abundantemente feita em audiência.
Segundo o jurista, “Rui Pedro, de 11 anos, foi raptado para satisfazer uma tara, uma perversidade ou um negócio” do arguido Afonso Dias, que à data dos factos tinha 21 anos de idade.
Ao longo de quase três horas de alegações, o advogado abordou os pontos essenciais da pronúncia, que foi corroborando, e sublinhou a importância dos depoimentos dos jovens que disseram terem visto Rui Pedro entrar para o carro do arguido. Destacou, a propósito, o que disse João André, primo de Rui Pedro, em audiência, quando garantiu ao tribunal que a ida às prostitutas tinha sido combinada na véspera a convite de Afonso Dias.
“Este senhor enganou Rui Pedro para o levar às prostitutas”, afirmou, voltando-se para o arguido. O causídico destacou também o facto de a prostituta Alcina Dias ter dito em audiência que foi Rui Pedro que esteve com ela em Lustosa no dia do desaparecimento (04 de março), após o qual a criança nunca mais foi vista.
Ao tribunal, o jurista reafirmou as críticas à primeira brigada da Polícia Judiciária que investigou o desaparecimento, a propósito de Alcina Dias só ter sido formalmente ouvida em 2008.
“Foi um trabalho deplorável, com uma ausência completa de critério na investigação”, vincou.
Enviar um comentário