sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Rui Pedro



(foto roubada ao Blog de Textusa)


Rui Pedro: 

Ministério Público pediu "mais de sete anos" de prisão para alegado raptor do menor

Nas alegações finais, a magistrada alegou que, em audiência, ficou demonstrada "a existência de indícios seguros" da prática do crime de rapto agravado.
Com ligeiríssimas diferenças de pormenor, provou-se a totalidade do despacho da pronúncia", vincou ao coletivo.
Elina Cardoso destacou a importância e a coerência da prova testemunhal, nomeadamente dos antigos colegas de escola do menor, os quais disseram terem visto Rui Pedro entrar para o carro do alegado raptor no dia do desaparecimento (04 de março de 1998).
Para a procuradora, a prova testemunhal "manteve-se na íntegra", não tendo havido "contaminação".
"Até os mais exigentes terão de se render à prova feita em audiência", vincou.
A propósito, destacou o facto de a prostituta Alcina Dias ter confirmado em julgamento que esteve com Rui Pedro, em Lustosa, no dia do desaparecimento e que a criança fora levada por Afonso Dias para a prática de relações sexuais.
Como motivação para a medida da pena a aplicar ao arguido, para além do "elevadíssimo grau de ilicitude dos factos", a magistrada considerou que Afonso Dias "manipulou o menor de forma astuciosa" para o convencer para o encontro com a prostituta, após o qual se consumou o desaparecimento.
"Usou um processo habilidoso para convencer uma criança de 11 anos, aproveitando-se da sua ingenuidade", insistiu a magistrada, voltando-se para o coletivo presidido por Carla Fraga.
Elina Cardoso destacou também a falta de colaboração do arguido ao longo do julgamento, por se ter remetido ao silêncio, censurando também "a inexistência de um único sinal de arrependimento, com a indiferença a raiar a frieza".
Hoje à tarde deverão falar em tribunal o advogado da família de Rui Pedro e o jurista que defende o arguido Afonso Dias.
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