quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rui Pedro: a dor REAL da Sua Família

"SENTENÇA NÃO FECHA O CASO"
Ricardo Sá Fernandes, advogado da família, fez questão de ressalvar ontem que a leitura da sentença não será o fim do processo para a família e que os pais do menino só irão dar o caso como encerrado quando souberem o que aconteceu. 
"A sentença não fecha o caso. Esta é uma luta pelos pais, pela irmã, mas principalmente pelo Rui Pedro. Esse é o nosso combate", disse.
Com vídeo.
Julgamento: Tribunal reconstitui os últimos passos do menino de 11 anos

Pais de Rui Pedro revivem desaparecimento (COM VÍDEO)

Filomena e Manuel percorreram ontem todos os locais onde o filho Rui Pedro, de apenas 11 anos, esteve no dia do desaparecimento, há mais de 13 anos. Abalados, reviveram, numa reconstituição feita pelo tribunal na 13ª sessão do julgamento, o dia do rapto. Juntamente com juízes, advogados e o arguido Afonso, percorreram as ruas de Lousada. E foi na visita à escola de condução da família que a emoção tomou conta da mãe do menino.
"Foi aqui que eu vi o meu filho pela última vez. Ele atirou-me pedrinhas à janela, pediu-me para sair com o Afonso. Recusei e ele foi embora. Nunca mais o vi até hoje", disse a mulher, sem conter as lágrimas.
Outro dos pontos importantes da reconstituição foi a visita a Lustosa, onde Alcina Dias diz ter estado com Rui Pedro. A prostituta indicou aos magistrados a zona da mata onde se encontrava naquela tarde.
"O carro veio de cima e parou do lado oposto ao que eu estava. Eu dirigi-me para a janela do lado do ocupante onde o menino estava sentado. O Afonso deu-me dois mil escudos (dez euros) ", recordou Alcina.
A prostituta mostrou depois o interior da mata, local onde durante cerca de 15 minutos reconfortou Rui Pedro, que chorava muito e estava bastante assustado.
Algumas horas antes, o tribunal visitou também a Escola EB 2,3 de Lousada, juntamente com quatro dos cinco colegas de Rui Pedro que garantem que no dia do desaparecimento o viram pousar a bicicleta num descampado e entrar num carro preto.
Um a um, os quatro colegas de Rui Pedro assinalaram o local onde o Fiat Punto preto estava estacionado. Foram unânimes na identificação e na versão apresentada sobre como os factos ocorreram.
"SÓ A MORTE ACABA COM A ESPERANÇA"
Filomena não esconde o desespero a cada sessão de julgamento que passa. Anseia por uma revelação, uma pequena pista que lhe diga o que aconteceu na tarde do desaparecimento. Viveu a reconstituição realizada ontem com enorme sofrimento e só com o apoio do marido, Manuel, e da filha, Carina, conseguiu suportar a dor de visitar os últimos locais onde o filho esteve.
"Só a morte acaba com a esperança, por isso a esperança de encontrar o meu filho só desvanece no dia em que eu morrer. Até lá vou continuar a acreditar que um dia o Pedro vai voltar para casa", disse a mulher.
A mãe de Rui Pedro diz que ainda tem esperança de que Afonso fale em tribunal e mais uma vez salientou que acredita que ele é a chave para desvendar o que aconteceu.
"SENTENÇA NÃO FECHA O CASO"
Ricardo Sá Fernandes, advogado da família, fez questão de ressalvar ontem que a leitura da sentença não será o fim do processo para a família e que os pais do menino só irão dar o caso como encerrado quando souberem o que aconteceu. "A sentença não fecha o caso. Esta é uma luta pelos pais, pela irmã, mas principalmente pelo Rui Pedro. Esse é o nosso combate", disse.



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