quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Caso Rui Pedro.


Tribunal ouve alegações finais 

O tribunal de Lousada ouve hoje as alegações finais do julgamento do homem acusado do rapto de Rui Pedro, o menor de Lousada desaparecido desde 04 de março de 1998.
A sessão tem início marcado para as 9:30, prevendo-se que seja Ricardo Sá Fernandes, advogado que representa a família de Rui Pedro, o primeiro a alegar.
Ao longo do julgamento, que já teve 11 sessões, o jurista tem dito que a suas alegações serão longas, atendendo à complexidade do processo.

Em causa neste julgamento está o alegado envolvimento de Afonso Dias no desaparecimento de Rui Pedro. A acusação, que se baseou numa investigação da Polícia Judiciária, sustenta que o único arguido do processo seduziu e levou o menor de 11 anos para um encontro com uma prostituta, em Lustosa, após o qual Rui Pedro nunca mais foi visto.
Em vários momentos do julgamento, o advogado dos pais do menor, que se constituíram assistentes, afirmou que o grande objetivo da família era que o arguido, através das suas declarações, pudesse ajudar o tribunal a determinar o que aconteceu ao Rui Pedro.
Contudo, Afonso Dias, acusado da prática de um crime de rapto qualificado, sempre se remeteu ao silêncio, seguindo a estratégia de defesa do seu advogado.
Ricardo Sá Fernandes afirmou que o seu "combate não terminará" enquanto não se souber o que aconteceu no dia 04 de março de 1998.
"Queremos saber o que aconteceu. Nós não vamos cessar a luta pela descoberta de Rui Pedro com o final deste julgamento", afirmou o causídico.
No final da última sessão destinada à produção de prova, a mãe de Rui Pedro disse estar mais convencida que Afonso Dias esteve envolvido no desaparecimento do menor.
Filomena Dias não disfarçou aos jornalistas o seu desapontamento por o arguido não ter falado em audiência.
Por seu turno, o advogado de defesa, Paulo Gomes, projetando as alegações finais, disse aos jornalistas que as "contradições da prova" produzida em julgamento "serão difíceis de sanar".
"Acho que a globalidade da prova enferma em si contradições que serão difíceis de sanar. Essa é a interpretação que eu faço", afirmou.
Nas sessões de julgamento foram ouvidas algumas dezenas de testemunhas, nomeadamente inspetores da PJ das três brigadas que trabalharam na investigação e antigos colegas de Rui Pedro que alegam terem visto o menor entrar no carro do arguido no dia do desaparecimento.
O tribunal também ouviu a prostituta Alcina Dias dizer que foi Afonso Dias que esteve com ela no dia do desaparecimento, acompanhado de Rui Pedro.


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