terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mais maldades para cima da Mãe Filomena, NÃO!


 Com vídeo. http://videos.sapo.pt/AtNZJbkWtHWuIZg7rfE4

Oiçam as declarações da Repórter e do Dr. R. Sá Fernandes. 


Maldades ou vingança, NÃO!  aqui e +:  

Lousada: Inspector José Adriel, da 1.ª equipa da PJ, está convicto de que o menino não morreu
“Acredito que o Rui Pedro está vivo” (COM VÍDEOS)
Filomena esteve prestes a desfalecer. 


Depois de vários dias a tentar segurar as emoções, no Tribunal de Lousada, onde se discute se Afonso raptou o seu filho Rui Pedro há 13 anos, ontem os olhos da mãe encheram-se de lágrimas. 

Ouviu José Adriel, inspector reformado da PJ do Porto, afirmar que acredita que menor está vivo e reconhecer que pouco foi feito na altura do desaparecimento. 

A esperança reacendeu-se e Filomena quase não conteve o choro.

"Acredito que o Rui Pedro está vivo. Infelizmente não tenho provas, mas essa é a minha convicção", disse aos juízes o inspector que integrou a 1ª equipa de investigação da Judiciária que esteve com o caso.


O depoimento do investigador, feito ontem, na 8ª sessão de julgamento, revelou as fragilidades do trabalho da 1ª equipa, nomeadamente quanto ao facto de Alcina Dias, a prostituta que garante ter estado com Rui Pedro e Afonso Dias, agora acusado de rapto, ter sido ouvida apenas em 2008.

José Adriel, que foi titular do processo até 2001, confessou mesmo que, dias após o desaparecimento, esteve com a testemunha e pensou que aquela tinha sido interrogada.

 Tinha ido a Lustosa conversar com Alcina e depois da mulher lhe confirmar o encontro com o menor, levou-a ao tribunal. Salientou que aquela se cruzou com Afonso no hall de entrada, mas que não o reconheceu.

 "Deixei-a no tribunal com os meus colegas e vim embora. Achei que tinha sido ouvida. Só depois é que me informaram que tal não tinha acontecido", explicou.

O inspector admitiu ainda que muito ficou por fazer nos dias seguintes ao desaparecimento do menino. 

"Só procurámos em dois poços, éramos apenas três pessoas a fazer buscas nas matas. Para mim, o que foi feito foi insuficiente, havia mais onde procurar. Mas na altura havia poucos meios", salientou.

"DISSE QUE ESTEVE COM MENOR"

Carlos Teixeira, padrinho de Rui Pedro e irmão de Filomena, foi ouvido ontem na sessão de julgamento. Foi a primeira vez que o homem foi ouvido no processo e fê-lo na sequência de um requerimento apresentado pelos assistentes, pais do menino de 11 anos. 

Carlos acompanhou bem de perto todas as diligências da PJ e relatou ao colectivo de juízes a primeira abordagem dos inspectores à prostituta Alcina.

"Fui com os inspectores a Lustosa, para lhes indicar o local onde as mulheres se costumam prostituir. Falámos com uma primeira prostituta, perguntámos se esteve com uma criança, mas ela fez sinal para baixo, onde estava a Alcina", contou.

A testemunha explicou que mal começaram a falar com Alcina Dias aquela confirmou de imediato que tinha estado com o menino. "Disse que esteve com um menor. Que parou junta a ela um homem num carro preto, que mandou a criança sair e ficou dentro da viatura a fumar. Ela descreveu logo que o homem estava vestido de preto", disse Carlos, que garante não ter ficado com dúvidas de que se tratava do afilhado.


FRAGILIDADES ABALAM FAMÍLIA DE MENINO

A família de Rui Pedro ficou abalada perante as fragilidades da investigação ontem reveladas. O facto de o inspector José Adriel ter admitido que não sabia que a prostituta não tinha sido ouvida deixou os pais do menino transtornados. Manuel Mendonça, pai da criança, tinha já revelado há dias que cada vez mais tinha a sensação de que a Polícia Judiciária não fez o que devia. "Sempre defendi o seu trabalho, agora percebo que estava errado", disse.








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