domingo, 21 de agosto de 2011

A Chave para o Caso ......

A Chave para o «Caso Maddie»






http://www.presenca.pt/autor/paulo-pereira-cristovao/?



A Chave para o «Caso Maddie»

Ex-inspector da PJ oferece enigma para desvendar o desaparecimento mais mediático do ano
Ao fim de meses de investigação, os dois inspectores da Polícia Judiciária destacados em Portimão acreditam saber o que aconteceu a Maddie, mas não têm como prová-lo. O chefe João Tavares olha para o mar da Praia da Luz com ar desiludido. Termina com a frase: se jogasse no Euromilhões acertava em quatro números. "Até lhe chamaria a chave da Luz. Seriam o 5, o 2, o 3 e o 1".

É com este enigma que o ex-inspector da PJ, Paulo Pereira Cristóvão, termina 154 páginas de um livro dedicado a todos os colegas que investigaram o desaparecimento de Maddie de um resort na Praia da Luz.

Em, "A Estrela de Madeleine", Paulo Cristóvão, deu vida a dois inspectores da PJ de Lisboa, em comissão de serviço em Portimão. Juntos tentam responder às questões "onde, quando, como, quem, o quê, porquê".

A história começa com a chegada dos inspectores à Praia da Luz. Antes de serem informados, já o embaixador e uma cadeia de televisão britânica sabiam do desaparecimento através do próprio casal McCann.

O inspector Francisco Meireles, também ele pai de uma menina da idade de Maddie, e o chefe João Tavares estranham o entra e sai do apartamento de onde desapareceu uma criança. E suspeitam do sono profundo dos irmãos gémeos, apesar do rodopio.

No primeiro contacto com Kate, o inspector Francisco intriga-se com o facto de ela não o olhar nos olhos. "Indicia algum distanciamento do local" descreve. Por seu turno, Gerry está agitado. Procura organizar grupos de voluntários em busca de Maddie.

Mais intrigante é o facto de darem como adquirido que Maddie foi raptada. Sem colocarem qualquer outra hipótese. E é essa a tese que defendem durante dezenas de aparições e conferências de imprensa pelo mundo inteiro, onde imploram ao raptor para devolver a pequena Maddie.

Em horas de diálogos, os dois inspectores interrogam-se várias vezes sobre esta teoria. Acreditam que o período entre as 18h30 (quando Maddie foi vista pela última vez por um empregado do resort) e as 22h00 (alerta do desaparecimento) é fundamental na investigação.

Não acreditam que a menina tenha sido levada por uma rede de pedofilia, porque não houve tempo para estudar a família de onde a criança foi subtraída. Mais. Ninguém arrisca comprar uma menina cuja fotografia está espalhada por todo o lado.

A vingança também é uma hipótese remota. Os McCann não têm nada contra si. Kate é de uma família rica e poderosa. Gerry cresceu a punho. Os dois são vistos como um casal influente e bem posicionado na sociedade britânica.

Os inspectores não percebem porque é que o russo Malinka e Murat não se abrem quanto a um misterioso telefonema feito na noite do desaparecimento. Mas consideram ridículo alguém entrar no apartamento e levar uma criança, correndo o risco de ser apanhado ou de a própria menina desatar aos gritos.

O caso muda de figura quando, em Julho, um ex-polícia sul-africano se oferece para participar na investigação. Daniel Krugel esteve na Praia da Luz e elaborou um relatório demolidor para a teoria do rapto. Depois de informar a polícia e os McCann sobre as suas conclusões, regressa a casa e não mais abre a boca.

É nesta altura que as autoridades decidem trazer dois cães britânicos treinados para farejar a presença de cadáveres.

springer spaniel, Eddie, dá sinal na sala do apartamento. Ali tinha estado um cadáver. No dia seguinte, a cadela Kella indica dois pontos de interesse junto ao sofá: duas minúsculas manchas de sangue seco.

O material é recolhido e levado, à revelia dos dois inspectores, para um laboratório britânico em Birmingham. Ainda hoje se desconhecem resultados oficiais.

Em "A Estrela de Madeleine", Paulo Cristóvão revela ainda a frieza do casal McCann no dia em que foram interrogados e constituídos arguidos.

Ao longo do livro, percebe-se que os dois inspectores acreditam que Maddie foi vítima de um acidente doméstico e depois lançada às águas do Atlântico. Mas faltam provas e mais alguém que acredite neles...