segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tortura, sofrimento terrível



Dias sem fim e noites sem dormir. Não será mais do que isto a vida de Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro e rosto de sofrimento. Portugal conhece-lhe a dor e as lágrimas. Esta segunda-feira o juiz decidiu levar a julgamento o único suspeito do caso e os pais do rapaz de Lousada, desparecido há 13 anos, dão uma entrevista exclusiva à TVI, que sempre acompanhou o processo.

Anos de «tortura». É assim que Filomena Teixeira descreve os longos anos que vive sem saber se o filho está vivo ou morto. Uma incerteza que não a faz perder a esperança, depois de ter perdido quase tudo na vida. Pelo menos, tudo o que um dia lhe deu alegria. «Um dia muito importante. É o início de uma nova etapa e esperamos que o inicio de uma nova esperança», diz à TVI. 

13 anos depois o quarto de Rui Pedro está como ele o deixou. O pai confessa que por vezes dorme lá e sente-se melhor. Mas Filomena não consegue. O «desespero total» do casal de Lousada não os faz desistir de querer saber o que aconteceu a Rui Pedro. Filomena diz que 13 anos depois «tudo falhou» e que se sente «impotente, perante tudo e perante todos».

A mãe de Rui Pedro, visivelmente debilitada, confessa que tem vivido uma vida de «tortura». Perdeu «muitos» quilos e a esperança é a única coisa que ainda a «alimenta, apesar de tudo». Uma esperança que a mantém viva, mas que é também a fonte da tortura, hora após hora, dia após dia. «Quanto mais o tempo passa, mais eu entro em desespero. Penso muitas vezes se algum dia o irei ver e isso degasta-me. Por outro lado penso que tenho que lutar para quando ele vier, eu estar aqui», diz.

Filomena Teixeira, a mãe de Rui Pedro só tem sonho e um temor: voltar a ver Rui Pedro e «acabar os dias» sem saber quem lhe levou dos braços o filho.









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