terça-feira, 24 de maio de 2011

Rui Pedro e a Sua sempre Mãe Coragem !





O advogado da família de Rui Pedro, Ricardo Sá Fernandes, lamentou o "atraso muito grande" na acusação do Ministério Público, mas congratulou-se que tenha havido acusação: "É uma esperança que se abre ainda para os pais".

http://aeiou.expresso.pt/rui-pedro-suspeito-de-rapto-sem-alibi-para-o-dia-do-desaparecimento=f650729

Rui Pedro: 


suspeito de rapto sem álibi para o dia do desaparecimento

Afonso Dias não tem justificação para o que fez entre 14:00 e as 18:45 do dia de desaparecimento de Rui Pedro.


Correio da M. :


Caso Rui Pedro


Suspeito de rapto sem álibi satisfatório


O despacho de acusação do caso Rui Pedro defende que falta ao alegado raptor, Afonso Dias, álibi satisfatório para justificar o que fez entre as 14:00 e as 18:45 do dia de desaparecimento do rapaz, então com 11 anos. 


"Concluiu-se que os depoimentos do arguido Afonso Dias de forma alguma deram uma justificação plausível daquilo que efectivamente fez durante a tarde do dia 04 de março de 1998, das 14:00 e as 18:45", afirma o despacho de acusação, que foi fechado 13 anos depois, em 11 de fevereiro deste ano e é da responsabilidade do procurador Vítor Magalhães, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).


Desde a fase inicial da investigação que foram colhidas para o processo informações e testemunhos "da forte probabilidade" de, na tarde daquele dia, o Afonso Dias ter conduzido o Rui Pedro para um encontro sexual com prostitutas, na EN 106, sentido Lousada-Vizela, zona da Lustosa, afirma o despacho.

Depois disso, Rui Pedro - que padecia de epilepsia em estado que exigia a toma diária de um fármaco - nunca mais foi visto, apesar de diligências que se estenderam pelo estrangeiro e contaram com a colaboração da Interpol. 

A investigação acredita que Afonso Dias sabe o que se passou a seguir, mas não o quer contar e imputa-lhe a prática de um crime de rapto qualificado.


Apoiando-se no "cruzamento triangular da prova recolhida", o DCIAP conclui que Afonso Dias, "de forma ardilosa e aproveitando-se do ascendente que tinha sobre Rui Pedro e sem autorização dos pais, levou-o a uma zona frequentada por prostitutas, com vista a que ele ali mantivesse relações sexuais com uma das frequentadoras do local".



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