segunda-feira, 4 de abril de 2011

Paulo Sargento comenta as “surpresas” do caso Maddie



Psicólogo Paulo Sargento






O psicólogo Paulo Sargento comenta as surpresas do caso Maddie





O caso de Madeleine McCann, a menina inglesa de quase 4 anos desaparecida a 3 de Maio de 2007, na Praia da Luz, Algarve, tem estado algo afastado das ribaltas mediáticas. Contudo, quando se aproximam algumas datas, eis que surgem novos acontecimentos que tentam catapultar a imagem de Maddie para os média.




Há algumas semanas, os periódicos ingleses falavam num detective Angolana, que trabalha no Algarve como segurança de uma discoteca, como detendo informações preciosas relativamente a uma suposta rede pedófila internacional, com ligações a importantes empresários portugueses, inclusivamente, a um inspector da Polícia Judiciária. Apesar de sabermos que a montanha ia parir um rato e já não nos espantarmos com a relevância que os média britânicos brindam este tipo de fait-divers, uma coisa é certa: neste caso nunca há fumo sem fogo! Os pais de Madeleine McCann irão lançar um livro em Maio. Algo tinha de ser feito para reavivar o caso, tendo em vista o estado crítico em que se encontra o Fundo FindMadeleine.




Há cerca de duas semanas o ex-Inspector Gonçalo Amaral foi informado do resultado de dois recursos de processos em que estava envolvido: o recurso ao Supremo Tribunal de Justiça, pela providência cautelar ao seu Livro A Verdade da Mentira, e o recurso ao Tribunal da Relação de Évora, pela condenação por omissão de denúncia e por ter mentido em sede de inquirição.




 No primeiro recurso, relativo à providência cautelar à Verdade da Mentira, o Supremo Tribunal de Justiça deu-lhe razão. No segundo, relativo ao caso Leonor Cipriano, confirmou a decisão do acórdão do Tribunal de Primeira Instância de Faro. 




Independentemente das decisões, o que mais me preocupou foi o facto de estas saírem a público, quase, simultaneamente. Estou até convencido de que nunca, em Portugal, dois recursos, relativos à mesma pessoa, em processos distintos (mas que, inequivocamente, muita coisa os liga e os mistura), foram palco de uma tão notável sintonia da Justiça. 


Absolutamente Admirável!!!




Como comecei por dizer, o Caso Maddie tem andado muito afastado das ribaltas. Tal não significa, estou seguro, que o Caso esteja esquecido. 


Aliás, entre Abril e Maio (faz 4 anos em 3 de Maio que a menina desapareceu), muitas serão as novidades sobre o Caso. Algumas dessas novidades irão ter um fortíssimo impacto na Justiça do nosso País.
Mas, e a menina, quem a recorda? Ou será melhor perguntarmos: quem a esqueceu???





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