domingo, 20 de fevereiro de 2011

As McsManobras e o aproveitamento de Outros.



Spanish girl's father, Juan José Cortés, reaffirmed not have given any permission for this campaign from McCann. And called the non-distribution of posters in Spain and Portugal.





Pai de Mari Luz não quer ver a filha ao lado de Madeleine

Cartaz dos McCann rejeitado


A família da menina desaparecida há cinco semanas em Huelva não quer que os McCann distribuam os milhares de cartazes mandados imprimir pelo casal inglês com fotos de Maddie e de Mari Luz.
Em conferência de imprensa realizada ontem à tarde em Huelva, depois de um encontro com o presidente da Junta da Andaluzia, o pai da menina espanhola, Juan José Cortés, reafirmou não ter dado qualquer autorização para esta campanha dos McCann. E apelou à não distribuição dos cartazes em Espanha e em Portugal.

Num primeiro momento, depois de informados pelos jornalistas portugueses sobre a intenção dos McCann,diversos membros da família Cortés mostraram a sua surpresa por não terem sido ouvidos mas admitiram que todas as iniciativas “podem ser importantes” para ajudar a encontrar as duas raparigas.

No entanto, o pai de Mari Luz tem uma visão diferente.

E não quer que haja confusões. “São dois casos totalmente distintos com duas vias de investigação completamente diferentes”, disse ontem Juan José Cortés, justificando assim o facto de não estar interessado em ver a imagem da filha ser difundida lado a lado com a Maddie.


Embora garanta estar disponível para colaborar com a busca de Madeleine McCann e para ajudar a elaborar um cartaz com “fotos de todos os menores desaparecidos”, Juan José não esconde a sua indignação por não ter sido previamente ouvido sobre esta iniciativa e anunciou a apresentação de um protesto formal junto da embaixada britânica em Madrid.
O pai de Mari Luz admite ainda recorrer aos tribunais para defender a imagem da filha.





Uma das ajudas que a família de Mari Luz esperava poder receber era a do Fundo criado na Internet pelos pais de Madeleine McCann, destinado a financiar a procura da menina inglesa.

Estes, porém, já fizeram saber que, para já, não estão disponíveis a colaborar na campanha por Mari Luz . Só admitem fazê-lo quando estiverem esgotadas todas as possibilidades de Madeleine aparecer.



McCann utilizaram Fundo Madeleine para pagar empréstimo de casa
30.10.2007 - 20:06 Por Agências

Gerry e Kate McCann utilizaram o fundo criado para financiar a procura da filha Madeleine para pagar prestações do empréstimo da compra da sua casa, confirmou o porta-voz do casal, sublinhando que a situação foi interrompida depois de terem sido constituídos arguidos.


Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos a 7 de Setembro no inquérito ao desaparecimento da filha de quatro anos, suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver.


Caso Maddie: «Ordeiros, mas não cordeiros»

Ex-inspector da PJ lança livro sobre o desaparecimento de criança britânica

Redacção / João Carneiro da Silva

Chega esta semana às livrarias aquele que é o quinto livro sobre o caso Maddie. A Estrela de Madeleine - Onde, Quando, Como, Quem, O Quê e Porquê foi escrito por Paulo Pereira Cristóvão, que, em declarações ao Portugal Diário avançou que a obra «representa um orgulho nacional a que se devia ter assistido durante as investigações».

«Ordeiros, mas não cordeiros», afirmou, criticando uma certa submissão da polícia portuguesa em relação às autoridades britânicas.
O ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ) falou da tentativa de suborno de uma estação de televisão britânica para que este tecesse comentários negativos em relação à actuação da polícia portuguesa. O livro narra uma conversa telefónica durante a qual Paulo Cristóvão é aliciado com 2500 euros para atacar a PJ. «Uma atitude nojenta», classificou o autor.
Mar foi o destino final?
A Estrela de Madeleine, da Editorial Presença, «é um desafio pelos tempos que correm» e «cabe ao leitor decifrar o enigma» sobre o desaparecimento de Madeleine McCann.
Paulo Cristóvão afirmou ter escrito o livro com o objectivo de «obedecer à consciência enquanto Homem e enquanto pai», e, embora ciente que o caso permanece em segredo de justiça, avança com um «final que retrata piamente» o que o autor acredita ter acontecido na noite de 3 de Maio de 2007, no hotel Ocean Club, na Praia da Luz.
A Estrela de Madeleine termina com os dois personagens principais, os inspectores Francisco Meireles e João Tavares, virados para o mar, lançando a pista de que o corpo da criança poderá ter sido ocultado no oceano. «Infelizmente, temo que Maddie não se encontre no mundo dos vivos», disse Paulo Cristóvão, rejeitando qualquer tese de rapto ou envolvimento de uma rede pedófila.
Abordagem «completamente diferente»
Sobre o facto de este ser o quinto livro sobre o caso, Paulo Cristóvão afirmou que A Estrela de Madeleine é «completamente diferente» dos restantes - uns «puramente jornalísticos» e outros «com forma e tempo errados por desconhecimento dos factos». «Li todos os livros e tive o cuidado em não repetir», disse.
Quanto a eventuais processos judiciais, o autor disse não os temer, até porque fez questão que existisse uma «análise jurídica bastante cuidada» da obra.
Directamente envolvido nas investigações do desaparecimento da pequena Joana, em 2004, Paulo Pereira Cristóvão afastou a ideia de que o caso Maddie possa vir a ter o mesmo desfecho em tribunal com a condenação dos pais da criança. «O caso Joana estava melhor sustentado em termos de provas (...) o que temos desta vez são provas circunstanciais», comentou.



DOSSIER – CASO MARI LUZ

Mais de duas mil pessoas no funeral de Mari Luz

por José Manuel Oliveira11 Março 2008

Emoção na despedida a criança


Ontem, pouco antes das 13.30, o cortejo fúnebre saiu do Tanatório (Instituto Forense com casa mortuária) de Huelva, com mais de duas mil pessoas, em direcção ao cemitério, a cerca de um quilómetro de distância. Muitos dos futebolistas do Recreativo de Huelva, entre os quais o português Carlos Martins, marcaram presença.

Atrás de dois veículos da agência funerária, cobertos de coroas de flores (entre as quais do Partido Popular e da Igreja Evangélica) seguia a urna (branca) levada aos ombros e em torno da qual um grupo de ciganos de mãos dadas formou um cordão. Um pouco mais atrás, ouvia-se o choro da mãe da criança, Irene Suárez, agarrada ao marido, Juan José Cortés. Outros familiares e amigos não escondiam as lágrimas, embora tivesse reinado um ambiente sereno no cortejo, que foi acompanhado pela polícia, protecção civil e elementos da Cruz Vermelha, que tiveram de prestar assistência ligeira a membros da família, após o funeral.

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