terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pois, pois é....... Tratam-nos mal e depois queixem-se. Força, PJ!

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/historicos-desiludidos-deixam-judiciaria-215534600


"Desiludidos com a Justiça e inconformados com os recentes cortes orçamentais, vários históricos da Polícia Judiciária decidiram abandonar a instituição. José Braz, director da PJ de Lisboa, Jaime Fernandes, da Unidade de Cooperação Internacional, e Mouro Pinto, da Directoria do Porto, passam à situação de reforma, deixando a Judiciária apenas com um assessor de investigação criminal: Teófilo Santiago, crachá de ouro e responsável pelo processo ‘Face Oculta’, que passa a preencher sozinho o cargo de topo da instituição.
Quatro coordenadores superiores e dois coordenadores de investigação criminal, entre os quais estão Paulo Rebelo, ex-director da PJ de Faro e de Lisboa, e Calado Oliveira, coordenador da PJ de Setúbal, também deverão abandonar a instituição, embora por motivos diferentes: o primeiro confidenciou o desejo de pedir uma licença sem vencimentos e o segundo já requereu a antecipação da reforma. Para a situação de reforma deverão também passar os coordenadores superiores Ana Mafalda, do gabinete da Interpol, João Neto, da Directoria de Faro, e os coordenadores Luís Baptista e António Carvalho, que chefiam o combate aos roubos e incêndios, ambos da Directoria de Lisboa.
A decepção com a instituição à qual dedicaram tantos anos de carreira é o principal motivo que leva os históricos da Judiciária a baterem com a porta. A dedicação à causa pública deixa de ser suficiente, e os responsáveis dão mostras de cansaço para continuarem a lutar por algo que consideram não ser defendido. "Ser da Polícia Judiciária é quase uma vergonha que temos de esconder dos vizinhos", dizem, a brincar, alguns dos quadros mais qualificados da instituição.
A razia atinge também os quadros intermédios. Trinta e um inspectores-chefes entraram com pedidos de aposentação, o que faz com que em muitas secções se verifique a necessidade de funcionarem regimes de acumulação ou ocorram exercícios de funções interinas. "Há inspectores-chefes a exercerem as funções de coordenadores e há inspectores a exercerem as funções de inspectores-chefes", revela ao CM Carlos Garcia, garantindo também que a previsível chegada de 30 novos inspectores-chefes poderá já não colmatar as carências. "O curso para novos 30 inspectores-chefes pode já não chegar", conclui.......... "

mais em:




Polícia Judiciária perde 31 inspectores-chefe

por DN.pt   
O "Correio da Manhã" faz hoje manchete com a saída de 31 inspectores "históricos" da Polícia Judiciária, que segundo o jornal estão "desiludidos com a Justiça e inconformados com os recentes cortes orçamentais."
De acordo com o "Correio da Manhã", entre as perdas estão José Braz, director da PJ de Lisboa, Calado Oliveira, coordenador da PJ destacado para trabalhar em exclusivo no caso Freeport e Paulo Rebelo, da PJ de Faro, responsável pelo caso Maddie após a saída de Gonçalo Amaral.
O diário escreve que alguns dos quadros mais qualificados da PJ dizem que pertencer à polícia "é quase uma vergonha que temos de esconder dos vizinhos".

Enviar um comentário