domingo, 23 de janeiro de 2011

Olhando para trás quanto ao Caso Madeleine.


Looking back on the Maddie case: "The PJ is forced to investigate abduction lead"



Astro.


http://joana-morais.blogspot.com/2011/01/looking-back-on-maddie-case-pj-is.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+JoanaMorais+(Joana+Morais)


.........Mistranslations aside, here’s the article that brought back some old memories - linked to some not-so-old knowledge about the case's backdrop:


em inglês na ligação indicada e, em português aqui:


http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/pj-forcada-a-investigar-pista-de-rapto





Madeleine: Diplomacia pressiona PJ

PJ forçada a investigar pista de rapto

Alípio Ribeiro, director nacional da Polícia Judiciária, recebeu uma chamada telefónica de John Buck, embaixador britânico em Portugal, na noite em que Madeleine desapareceu do Ocean Club, a 3 de Maio.



Por volta das 23h00, cerca de duas horas depois de ter sido participado o desaparecimento da criança, Alípio Ribeiro teve de interromper um jantar privado para ouvir o diplomata. 


O telefonema foi o primeiro sinal de que os ingleses estavam muito interessados em acompanhar de perto a acção da PJ e a empurrar as investigações no sentido do rapto. 


“A PJ perdeu demasiado tempo a investigar o rapto”, contou ao CM fonte ligada à investigação. 

A pressão da diplomacia inglesa só terá abrandado quando chegaram a Portugal agentes da polícia britânica que apoiaram o redireccionamento da investigação para a hipótese de homicídio. 


Os indícios biológicos encontrados no apartamento foram decisivos para mudar o rumo do inquérito, ou, pelo menos, para a PJ admitir publicamente essa mudança. 


A decisão de aprofundar a hipótese da morte da criança no Ocean Club – e a consequente reavaliação dos depoimentos dos pais de Maddie e dos amigos do casal – foi tomada tendo em conta a opinião dos polícias ingleses.


A entrevista que Olegário Sousa – o inspector-chefe da Judiciária que tem servido de porta-voz da polícia neste caso – concedeu ontem às televisões BBC e ITN foi concertada com estes agentes. 


A escolha destes dois canais televisivos foi motivada pela indignação que os próprios polícias ingleses no Algarve sentiram em relação às acusações que têm sido feitas pela imprensa britânica à PJ.


 A BBC e a ITN têm tratado o caso com mais frieza e imparcialidade, razão pela qual foram privilegiados no acesso à entrevista.


Olegário Sousa admitiu pela primeira vez em público a hipótese de Madeleine estar morta. 


Uma posição que deixa os McCann no centro das investigações, situação que tem sido gerida ‘com pinças’ pela polícia portuguesa.


O casal tem contado com a ajuda de amigos poderosos. O primeiro porta-voz dos McCann, Clarence Mitchell, que organizou as viagens dos pais de Maddie a vários países europeus, é hoje assessor de Gordon Brown, o actual primeiro-ministro britânico. 


Brown apoiou a causa de Maddie desde o início, facto a que não é alheio Jill Renwick, amiga do casal de há longa data, ser vizinha de Jonh Brown, irmão do primeiro-ministro britânico. Segundo o ‘The Guardian’, Jill abordou John na rua, e este fez chegar a mensagem ao irmão. 


APOIO

O padre Haynes Hubbard, que celebrou ontem a homilia na Praia da Luz, manifestou o seu apoio ao casal McCann na decisão de permanecer em Portugal: “Se fosse minha filha, eu não sairia daqui”. Hubbard frisou que a cerimónia religiosa serviu para fazer sentir a Kate e a Gerry que “estamos com eles na sua dor”.


"NÃO IREMOS DESISTIR"

“Não iremos desistir de a procurar”, garantiu Gerry, de voz embargada, no decurso da homilia realizada ontem de manhã na igreja da Praia da Luz, que assinalou os cem dias sobre o desaparecimento de Madeleine. Os pais da menina não conseguiram esconder a emoção na cerimónia religiosa, celebrada em língua inglesa e presidida pelo padre anglicano Haynes Hubbard. 
Kate e Gerry intervieram duas vezes cada um, confessando que estão a viver “os dias mais difíceis” das suas vidas, mas têm fé no regresso da filha. No final foram aplaudidos por dezenas de pessoas. Dentro e fora da igreja.


PORTA-VOZ DA JUDICIÁRIA ADMITE MORTE DA CRIANÇA

O porta-voz da Polícia Judiciária no inquérito ao desaparecimento de Madeleine McCann admitiu, em entrevista à televisão pública britânica BBC, a possibilidade de a menina estar morta. 

O inspector-chefe Olegário Sousa garantiu ainda que os pais da criança não são suspeitos; são vítimas e testemunhas.


Fonte próxima da família McCann disse que, “após uma semana difícil, foi simpático” Gerry e Kate ouvirem de fonte oficial que não são suspeitos. 


Mas o casal nada comenta sobre a possibilidade de a sua filha estar morta. 


Os pais disseram, nos últimos dias, que a polícia não lhes apresentou provas nesse sentido. “A lei portuguesa não permite colocar tudo em cima da mesa, mesmo para as pessoas envolvidas”, ressalvou o inspector à BBC.


O porta-voz da PJ diz que “nos últimos dias aconteceram desenvolvimentos e foram encontradas algumas pistas que podem apontar para a possível morte da criança”. 

Acrescenta que todas as linhas estão em aberto e que são aguardados testes laboratoriais. “Mas esta linha [morte da criança] está agora a verificar-se com maior intensidade”, conclui o inspector.


ENTREVISTA À BBC

"Foram encontradas pistas que podem apontar para a morte da criança” Olegário Sousa

“Estamos à espera de resultados de análises às provas recolhidas.” Olegário Sousa

“Todas as linhas estão em aberto. Mas está agora a verificar-se com maior intensidade.” Olegário Sousa

"O casal não é suspeito. São vítimas, porque perderam a filha, e são testemunhas no caso.” Olegário Sousa

O CASO VISTO EM INGLATERRA

'DAILY MAIL'


Este jornal destaca que, quando os pais de Maddie assinalam os cem dias do seu desaparecimento, o inspector-chefe e porta-voz da PJ, Olegário Sousa, em entrevista às televisões britânicas, admite, pela primeira vez, que Maddie possa estar morta.


SKY NEWS


Além das declarações do inspector-chefe da PJ, a Sky News faz uma montagem fotográfica acerca dos cem dias do desaparecimento da menina. Em Glasgow, de onde é natural o pai de Maddie, foi tocada uma música na abertura do festival internacional de flauta.


'THE TIMES'

Gerry, pai de Maddie, afirma não ter dúvidas sobre os amigos que estiveram e estão com ele e Kate na Praia da Luz.
 As declarações de Gerry surgem na sequência do interrogatório a que ele, a mulher e os amigos foram sujeitos pela PJ, sublinha o ‘Times’.


'DAILY MIRROR'

“Mostrem-nos a prova” é o título do artigo deste jornal, que refere que os pais de Maddie pediram à Polícia Judiciária para lhes que revelarem as provas que recolheram e que os levam a crer que a menina esteja morta. “Provem-nos que ela está morta.”


NOTAS

MÃE PEDE ORAÇÕES


“Por favor, mantenham Madeleine nos vossos pensamentos e orações”, pediu a mãe da menina. Kate rezou uma ave-maria e agradeceu o apoio da comunidade.


JUDICIÁRIA E JORNALISTAS


Na homilia foi apenas feita uma intervenção em português. Serviu para pedir que Deus abençoe “o esforço e a dedicação” da Judiciária e “ilumine os mass media”.


MADDIE LEMBRADA NA PREMIER LEAGUE


Foram muitos os jogadores da Premier League que utilizaram camisolas com o rosto da pequena Maddie na jornada inaugural da prova. George McCartney (West Ham) foi um deles.



Enviar um comentário