quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O David e o Gerald........

Ricardo,


Please find enclosed Arul and Katherina Gaspar’s statements, as requested.


I have carefully read the written questionnaire that was handed over by David Payne, but I was unable to extract any other information apart from what is already known.

He states that he saw Madeleine, for the last time, at 5 pm on the 3rd of May, 2007, in the McCanns’ apartment. Kate and Gerry were equally present then. He did not state the reason why he was in the apartment at that time, or what they were doing. He does not state for how long he stayed there, either.

When he was asked with who he was in the evening of the 3rd of May, he states that he has already given that information to the police and that he cannot remember if he was aware of anyone else.

He cannot recall what he was wearing that afternoon.

In fact, he participated in the search, but for most of the time, he was alone. Sometimes he was accompanied by Matthew Oldfield.

He did not participate in the searches that took place on the 4th of May, because he spent most of that day at the police station.

To many of the questions there is no full reply, .....................




























NUIPC: 201/07.0 GALGS

Data: 2007/09/03




INFORMAÇÃO DE SERVIÇO


Para: Coordenador de Investigação Criminal, Lic. Gonçalo Amaral


De: Ricardo Paiva, Inspector


Assunto: desaparecimento de Madeleine McCann



No decurso da investigação a correr termos no âmbito do Inquérito identificado em epígrafe, foram pelo signatário efectuados diversos contactos pessoais com o casal KATE e GERALD MCCANN, decorrentes da tarefa que me está incumbida de servir de elemento de comunicação entre a Polícia e o casal McCann.


Neste contexto, assistiu o signatário a diversos comportamentos “estranhos” por parte do casal que gradualmente foi reagindo de forma muito negativa à crescente actividade investigatória levada a cabo por esta Polícia, em especial quando, decorrente da utilização dos meios cinotécnicos ingleses de detecção de odor de cadáveres, surgiu com mais evidência na investigação a hipótese de ter ocorrido a morte de MADELEINE MCCANN.


Por diversas vezes foi dito pelo casal MCCANN que as atenções da Polícia se deveriam manter direccionadas na hipótese de rapto, que na opinião do casal foi o único cenário que ocorreu e que a Polícia não se devia esquecer de continuar a investigar o suspeito ROBERT MURAT.


Estranhamente, foi também exigido por diversas vezes por KATE MCCANN, já passados mais de 3 meses após o desaparecimento de MADELEINE, que a Polícia procedesse a análises ao sangue, cabelos e unhas dos irmãos gémeosde MADELEINE, pois segundo disse, tinha-se lembrado que no dia do desaparecimento de MADELEINE, apesar de todo o barulho e alarido provocado pelas autoridades e outras pessoas que estava à procura de MADELEINE no apartamento A5 do OCEAN CLUB, os gémeos nunca acordaram, tendo sido transportados para outro apartamento sempre a dormir, pelo que agora presumia que estivessem sob o efeito de alguma droga sedativa, que um presumível raptor teria administrado nas três crianças, para que pudesse raptar a MADELEINE, situação que KATE referiu ser possível pois segundo terá lido num manual de investigação criminal que lhe foi cedido pelas autoridades inglesas, aquele terá sido o procedimento do raptor num caso real que envolveu o rapto, abuso sexual e homicídio de uma menina.


Já no dia de hoje, quando o signatário se deslocou à residência temporária do casal a fim de os notificar a comparecer nas instalações da Polícia para prestar declarações, podendo fazer-se acompanhar de defensor, de imediato KATE MCCANN reagiu negativamente, tendo feito comentários tais como, “o que é que os meus pais vão pensar” e “o que é que a imprensa vai dizer quando souber” e que “a Polícia portuguesa está a sofrer pressões do Governo para que acabe rapidamente com a investigação”.


No que diz respeito a GERALD MCCANN, constantemente insistia em entregar ao signatário cartas e e-mails que ele ia recebendo, na sua maior parte provenientes de indivíduos psíquicos e médiuns, que haviam sido por ele próprio seleccionadas e que na sua maior parte continham informações sem grande credibilidade sobre o possível paradeiro de MADELEINE e do seu presumível raptor.


Mais recentemente, ainda antes do interrogatório de KATE MCCANN, num contacto telefónico de GERALD MCCANN com o signatário, foi referido por ele em relação à investigação, que tinha a certeza que a Polícia não tinha nenhuma prova que os pudesse incriminar relativamente à morte de MADELEINE MCCANN e referiu que a Polícia perdia tempo ao direccionar a investigação em torno dos pais.


É tudo quanto me cumpre levar ao conhecimento de V. Ex.ª para os fins tidos por convenientes.


O Inspector,


(Ricardo Paiva)



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