domingo, 30 de janeiro de 2011

"Carta de uma noite de Verão "

Domingo, 3 de Junho de 2007 às 9:58

Caso Maddie é a investigação mais cara da PJ





















Carta de uma Noite de Verão

“Por todo o exposto, RESULTA dos Autos QUE:

A) A menor Madeleine McCann morreu no apartamento 5A do Ocean Club da Praia da Luz na noite de 03 de Maio de 2007;

B) Ocorreu uma simulação de rapto;

C) De forma a impossibilitar a morte da menor antes das 22h00 foi inventada uma situação de vigilância das crianças do casal McCann enquanto dormiam;

D) Kate McCann e Gerald McCann estão envolvidos na ocultação do cadáver da sua filha Madeleine McCann;

E) Neste momento parece não existirem ainda fortes indícios de que a morte da menor não tenha ocorrido devido a um trágico acidente;

F) Do apurado até ao momento, tudo indica que o casal McCann, como autodefesa, não queira fazer a entrega de forma imediata e voluntária do cadáver, existindo uma forte possibilidade de o mesmo ter sido transladado do local inicial de deposição. Esta situação é susceptível de levantar questões quanto às circunstâncias em que ocorreu a morte da menor.”

Folhas 2601 do processo 201/07.0GALGS

Logo, nem esta é uma tese forjada pelo ex-coordenador da Polícia Judiciária Gonçalo Amaral como o casal McCann e a sua brigada de Relações Públicas e advogados tentam à força descreditar. Nem o ex-inspector os difamou nem difama quando escreveu em formato abreviado no Livro, com a experiência e conhecimento enquanto coordenador daquele caso sobre a tese partilhada pelo conjunto de investigadores. Livro que se encontra actualmente banido e censurado em Portugal por via de uma providência cautelar posta em prática sub-repticiamente, de uma forma ardilosa e puramente maquiavélica.

E foi assim que, abusivamente utilizando a Lei, se acrescentou mais uma grilheta ao Direito à Liberdade de Expressão.

O que me vexa e envergonha é que um Cidadão Português – sim, já que o ex-coordenador é agora um «civil» como eu e tu – esteja em pleno século XXI coarctado de exprimir a sua opinião sob pena de multa de 1000 euros de cada vez que o faça.

Que eu saiba, a Constituição da República Portuguesa ainda diz o seguinte no Artigo 37º:

“Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.”


Mas o que mais me profundamente indigna como jovem Mulher de 36 anos (nascida 6 dias antes do 25 de Abril de 1974) é que apesar da nossa História recente, uma Juíza aindafaculte que se condene à supressão um Livro e um Documentário baseados numa investigação factual. Uma censura que têm, de acordo com a advogada dos litigantes, comodesígnio final a total e definitiva exterminação de ambos; se calhar estão a pensar fazer uma espécie de auto de fé moderno à semelhança das queimas de livros dos Nazis ali para os lados do Terreiro do Paço.

Resumindo, além de um Cidadão Português, estão igualmente impedidos: a TVI de difundir ou divulgar quaisquer referências acerca do que consta no processo bem como no livro, ou seja a tese do homicídio e ocultação de cadáver. A Valentim de Carvalho Filmes e a Editora Guerra e Paz, respectivamente, de editar, distribuir ou ceder os direitos do Documentário e do Livro 'Maddie, A Verdade da Mentira'.

E isto porquê? Porque um casal de Ingleses foi negligente com os filhos? Porque não querem que nem o Livro nem o Documentário sejam publicados, lidos e vistos em Inglaterra? E porque é que só agiram com a providência cautelar passado mais de um ano, quando o livro já nem se vendia, precisamente na altura em que se negociavam as edições para Inglês?

E já agora porque é que o casal McCann não censura o próprio processo? E porque não pedem o tal milhão e meio de euros a que aspiram, de forma a coagir e intimidar o ex-coordenador da PJ, ao Estado Português?

Mais um milhão, menos um milhão, que diferença faz ao Estado Português? Afinal muito mais do que um milhão e meio de euros foi gasto na investigação da filha deste casal, pago por todos nós, Cidadãos Portugueses.

Um casal que se recusou a responder às perguntas feitas pelas autoridades Portuguesas, que nunca fez a reconstrução pedida pelas autoridades da noite de 3 de Maio de 2007….

Um casal que 12 dias apenas após o enigmático desaparecimento da filha já tinham constituído um fundo privado, que recebeu, contas feitas assim à pressa, pelo menos cerca de 4 milhões de libras. E uma loja online, que vendia e vende, pulseirinhas de borracha, cartazes, Kits de Viagem com autocolantes (já agora que tal uma caderneta de cromos?) e t-shirts, promovendo como imagem de marca os olhos da Madeleine, nomeadamente o direito que tem a íris com uma risca. Chama-se a isto merchandising - a rentabilização calculada de uma marca com vista a maximizar o número de vendas.

Nas palavras do pai da criança, ditas em entrevista a uma revista Americana, em finais de 2007, “Certainly we thought it was possible that [the publicity] could possibly hurt her or her abductor might do something to her eye . . . But in terms of marketing, it was a good ploy.” Desculpe, disse o quê!?.............. "


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