sábado, 18 de dezembro de 2010

O IRRITADO desabafa.

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SÁBADO, 18 DE DEZEMBRO DE 2010



DA CENSURA JUDICIAL E OUTRAS MARAVILHAS

Os jornais britânicos, em uníssono, acham que, afinal, o casal MCann não é tão angelical como tem feito crer.

O IRRITADO não faz a mais pequena ideia sobre as culpas e as não culpas do tal casal no desaparecimento da filha.

O que não quer dizer que ande de olhos fechados.

O que o IRRITADO, como toda a gente, vê, é o que segue:

  • O Dr. Gonçalo Amaral acha que os fulanos têm culpas no cartório;
  • Os fulanos acham que não têm;
  • Os britânicos andam para aí a colaborar com o Dr. Amaral, fornecendo até canídeos especializados;
  • Os cônjuges passam a arguidos.

Eis senão quando, já não sei bem como:

  • Os cônjuges deixaram de ser suspeitos, deixaram de ser arguidos e regressaram sossegadamente a casa;
  • O Dr. Amaral é desautorizado, corrido da investigação, fica sem emprego e sem carreira, passa a ser personna non grata para quem, por cá, manda nestas coisas;
  • Os cônjuges, entretanto, ganham rios de dinheiro, apresentam-se com secretárias, assessores de imprensa, relações públicas, etc., vão ao Papa e não sei mais onde;
  • Chegam ao ponto de receber nada menos de 550.000 libras de uns jornais que têm o desplante de dizer sobre eles coisas menos agradáveis;
  • O Dr. Amaral publica um livro relatando as suas investigações e as conclusões prévias a que chega;
  • O casalinho vê aprovada uma providência cautelar em que propõe o esbulho dos livros publicados e a proibição da sua venda;
  • O caso ainda anda e andará pelos tribunais;
  • O Dr. Amaral está arruinado, sem emprego e sem sequer poder vender o livro onde conta o que julga saber, porque os tribunais o censuraram e continuam a censurar.

Eis a nossa Justiça. A que deita fora o que não convém ao governo, a que se prepara para mandar em paz os homens do “face oculta” e outros mais, a que anda entretida com sindicatos, reivindicações de dinheiro e privilégios. A que faz censura para esconder o que lhe pode ser inconveniente.

A Justiça que temos. Como é que se sai disto?

17.12.10

António Borges de Carvalho

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