quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quem tiver paciência que leia ( os últimos links)


Pela Procuradoria-Geral da República

Caso Maddie foi arquivado

O caso do desaparecimento de Madeleine McCann foi arquivado ontem pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por falta de provas. O processo pode, no entanto, ser reaberto, caso surjam “novos elementos de prova”.
COMUNICADO DA PGR 
Por despacho com data de hoje (21/07/2008), proferido pelos dois magistrados do Ministério Público competentes para o caso, foi determinado o arquivamento do inquérito relativo ao desaparecimento da menor Madeleine McCann, por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime por parte dos arguidos.
II
Cessa assim a condição de arguido de Robert James Queriol Evelegh Murat, Gerald Patrick McCann e Kate Marie Healy, declarando-se extintas as medidas de coacção impostas aos mesmos.
III
Poderão ter lugar a reclamação hierárquica, o pedido de abertura de instrução ou a reabertura do inquérito, requeridos por quem tiver legitimidade para tal.
IV
O inquérito poderá vir a ser reaberto por iniciativa do Ministério Público ou a requerimento de algum interessado se surgirem novos elementos de prova que originem diligências sérias, pertinentes e consequentes.
V
Decorridos que sejam os prazos legais, o processo poderá ser consultado por qualquer pessoa que nisso revele interesse legítimo, respeitados que sejam o formalismo e limites impostos por lei.
Lisboa, 21 de Julho de 2008
PGR
'PREJUDICOU AS INVESTIGAÇÕES'
Os pais de Maddie reagiram ao comunicado da Procuradoria-Geral da República a partir de um hotel em Rothley, Leicester, três horas depois. 'Acreditamos que o facto de termos sido constituídos arguidos prejudicou as investigações' no sentido de encontrar a filha com vida, disse Kate, esperando agora ter acesso ao processo. 'Para já', não tencionam voltar a Portugal.
A INVESTIGAÇÃO MAIS CARA DE SEMPRE EM PORTUGAL
O relatório final da Judiciária sobre o caso é taxativo: 'Só com os exames científicos foram despendidas largas dezenas de milhar de euros.' Os cães que cheiraram odor a cadáver e vestígios de fluídos corporais de Maddie no apartamento e no carro custaram mais de mil euros diários por cada um. As contas ainda não estão feitas mas este caso foi o mais caro de sempre na história da investigação criminal portuguesa. Também no relatório final está a síntese da prioridade dada a este inquérito, liderado por Paulo Rebelo na fase final e que chegou a mobilizar num dado momento mais de 300 investigadores: 'A PJ, como provavelmente em nenhuma outra investigação em Portugal, não se poupou a esforços humanos e financeiros excepcionais.'
PORMENORES
AMARAL JÁ ESPERAVA
O arquivamento do processo 'não choca' Gonçalo Amaral, que até 'já estava à espera', reforça o advogado do ex-coordenador da PJ que liderou a investigação. Mas António Santos adianta que Amaral acredita que 'os indícios davam para ir mais além caso houvesse mais diligências direccionadas para determinados factos'.
ABANDONO POR PUNIR
O advogado de Gonçalo Amaral diz que, enquanto jurista, já viu muitos pais portugueses serem acusados por 'abandono de menores', não percebendo por que é que os McCann saem impunes depois de terem deixado crianças sozinhas num apartamento.
LIBERDADE ABSOLUTA
A medida de coacção imposta aos arguidos, termo de identidade e residência, extingue-se.
NOTAS
ROGÉRIO ALVES: PREVISÍVEL
Para o advogado dos pais de Madeleine, o arquivamento do processo era previsível, mas o principal continua por apurar: o paradeiro da criança, desaparecida há um ano e dois meses
ROBERT MURAT: FIM DO PESADELO
Robert Murat, luso-britânico inicialmente suspeito de envolvimento no desaparecimento de Maddie, é uma das partes satisfeitas com o desfecho: 'É o fim do pesadelo', diz o advogado
PJ PORTIMÃO: SEM COMENTÁRIOS
ODepartamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária, coordenado por Paulo Rebelo, escusou-se a comentar o arquivamento do processo Maddie
ISILDA GOMES: OUTRO DESFECHO
A governadora civil de Faro, Isilda Gomes, afirmou ontem que 'teria preferido outro desfecho' para um caso que mobilizou Portugal. Um fim que dissipasse as dúvidas seria o ideal, opinou
A. PINA: TURISMO SEM QUEDA
António Pina, presidente da Região de Turismo do Algarve, garante que o desaparecimento de Maddie não afectou o turismo na zona, esclarecendo que se tratou de 'um caso muito isolado'
LUZ: CONTRA ARQUIVAMENTO
Uma reportagem da agência Lusa apontava ontem para críticas de habitantes e turistas da Praia da Luz ao arquivamento, considerando que o caso Maddie 'está mal contado'
INGLESA: 'MISTÉRIO NO GRUPO'
Chris Edward, turista inglesa que está na Luz com o filho de seis anos, disse à Lusa que não sente insegurança no Ocean Club. E observou que o mistério Maddie está no grupo de amigos
EXCLUSIVO: LIVRO DE G. AMARAL NO C'M'
As revelações do ex-coordenador da Polícia Judiciária de Portimão no livro ‘A Verdade da Mentira’ podem ser lidas dia 24. O livro vai ser distribuído com a edição do ‘CM’ desse dia e é uma peça fundamental de todo este caso
RADIOGRAFIA DO CASO MADELEINE MCCANN: A TESE DA MORTE
VESTÍGIOS DETECTADOS PELOS CÃES PISTEIROS
1 - Zona onde os cães detectaram odor a cadáver:  num canteiro do jardim; atrás do sofá; ao lado do roupeiro; peça de roupa de Madeleine; peluche; chave do carro; bagageira do carro dos McCann; duas peças de roupa de Kate Healy McCann
2 - Zona onde os cães detectaram vestígios biológicos: atrás do sofá; chave do carro; bagageira do carro dos McCann
A TESE DO RAPTO
HIPÓTESE AFASTADA PELA CONFIGURAÇÃO DO RAPTO:  Pela primeira vez um órgão de Comunicação Social português mostra as imagens do interior do apartamento, em particular do quarto de onde despareceu a menor inglesa Madeleine McCann, a 03 de Maio do ano passado. Aqui, as imagens e o trabalho de infografia procuram reconstituir os passos de um raptor imaginário, mas também o estado em que a PJ encontrou a cena do crime.
CAMA DE MADELEINE: Na noite do desaparecimento, a cama encontrava-se praticamente feita e apenas tinha uma ligeira dobra do lado direito. O peluche estava alinhado com a almofada junto à cabeceira.
VISÃO DE MATTHEW: A testemunha Matthew Oldfield disse ter entrado no apartamento mas que apenas entreabriu a porta do quarto, vendo os gémeos que dormiam nos berços, mas não Madeleine, cuja cama ficava no canto inferior esquerdo da divisão.
JANELA: Para sair com Maddie do quarto um raptor teria de ter passado por cima de uma cama individual, que estava emconstada à parede junto à janela. Depois disso, correndo o risco de encontrar vestígios biológicos ou marcas de sapato, teria de passar com a criança por uma janela de correr, que só abre até metade.
JANE TANNER VÊ SUSPEITO: A janela do quarto de maddie dá para a rua onde a testemunha Jane Tanner disse ter visto um suspeito. No exacto momento em que meia dúzia de metros ao lado estava o pai de Maddie (Gerry McCann) conversando com um amigo (Jeremy Wilkins) que fizera nas partidas de ténis no Ocean Club.
O AVISTAMENTO DO CASAL INGLÊS: Foi entre a Rua da Escola Primária e a Rua 25 de Abril que uma família irlandesa se cruzou, na noite do desaparecimento, com um indivíduo carregando uma criança ao colo.
A PISTA DE DAVID PAYNE: Um casal britânico que passou férias com David Payne e Gerry McCann, no Verão de 2005, denunciou à polícia o comportamento suspeito dos dois. Foram apanhados numa conversa, ilustrada com gestos, que indicia sexo com menores. Maddie foi referida.
IMPRESSÃO DIGITAL NA JANELA: A única impressão digital que a PJ encontrou na janela do quarto, onde Maddie dormia, pertence a Kate. A marca da mão não deixa dúvidas, do lado de fora da janela que Kate dizia estar aberta e por onde a filha podia ter sido levada. Testemunhas viram a janela fechada.
******

SÃO OS ÚNICOS? E, PORQUÊ? O casal sabe muito bem......... 
Quem tiver ainda paciência para o casal , que leia:
i falou com Gerry McCann.
Publicado em 04 de Novembro de 2010   



Enviar um comentário