terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sobre uma excelente carta e o google tradutor.......



Sobre a carta de Sofia para Kate .


Sofia Leal defende o marido, ex-coordenador da PJ de Portimão, dos ataques dos McCann na imprensa




“O meu marido é uma vergonha...”




Kate McCann acusa Gonçalo Amaral de "como pessoa e profissional" o seu comportamento ser "uma vergonha" – e a mulher do ex-coordenador da PJ, num estilo irónico e por carta aberta a que o CM teve acesso, agradece à mãe de Maddie "por um sentimento" que as une "às duas".

Por:Henrique Machado


Profissionalmente, começa por expor Sofia Leal, "enquanto coordenador de investigação criminal, o meu esposo sempre se recusou a estar sentado das 09h00 às 17h00 na confortável cadeira do seu gabinete, como aliás é inerente àquela categoria. 




Em vez disso, passava o dia (e muitas vezes a noite) com os investigadores no terreno, coordenando ‘in loco’ buscas, vigilâncias, apreensões. Uma vergonha!"


A título de exemplo, "um episódio" ligado ao caso. 
"Em Maio de 2007, iniciámos o processo de mudança da nossa família para Portimão. 


Era suposto o meu esposo entrar em gozo de férias no dia a seguir ao desaparecimento da sua filha. 
Por ‘motivos óbvios’, assim não aconteceu. 
Iniciei novo emprego, procurei casa, fiz mudanças e tentei integrar as nossas filhas em novas escolas e rotinas. Tudo isto sozinha, sem qualquer apoio do meu esposo, que, por ‘motivos óbvios’, procurava a filha da Srª Kate..."


"Em Outubro, no dia do aniversário, apenas uma semana depois de as nossas filhas terem começado o ano lectivo, o Gonçalo Amaral é demitido e volta a Faro. 


Era suposto ser o tempo de reencontro da família e, afinal, foi o de mais uma separação. Então, isto não é uma vergonha?", pergunta Sofia Leal a Kate.


"As nossas filhas nunca compreenderam – e nós nunca conseguimos explicar-lhes que ‘motivos tão óbvios’ seriam esses que assim [com um afastamento imediato da investigação do caso Maddie] premiavam um pai que deixava as suas filhas para procurar uma criança que nem sequer conhecia e cujos pais a tinham negligenciado. 


Pena foi que a minha cara amiga Srª Dª Kate, já cá não estivesse à data, porque até poderia ter-nos sido de grande utilidade na tentativa de explicação dos ‘motivos óbvios’ da demissão do pai às nossas filhas..."


"A BOCA FOGE PARA A VERDADE. NÃO PARE!"


Depois de agradecer a Kate por exprimir o seu sentimento de "vergonha" para com o comportamento do marido, Sofia Leal pede à sua "boa amiga" que lhe perdoe "os desabafos de esposa e mãe". 


"Termino a missiva pedindo-lhe que remeta à senhora sua mãe os meus mais sinceros elogios. 


Pareceu-me tão sincera quando, em entrevista, referiu que tinha vontade de arrear uns bofetões a quem deixou os netos sozinhos. Falou tão abertamente que até parecia uma genuína avó portuguesa..." 


E fecha com um pedido à "cara amiga" Kate McCann: "Agora que a boca lhe começou a fugir para a verdade não pare. Continue. E diga lá a verdade de que o Mundo inteiro tem estado à espera..."


"PASSOU O NATAL NA CADEIA"


"Como pessoa", responde a mulher de Gonçalo Amaral a Kate, "o comportamento dele também tem sido uma vergonha, mais que não seja porque nunca foi possível distinguir nem ter vida pessoal com esta forma de encarar a profissão que abraçou". 


E dá o exemplo do caso Joana, há cinco anos, também investigado pelo marido. 


"A mãe, tal como a Srª Dª Kate, tentou projectar o caso para a comunicação social. [...] Depois vieram as confissões e provas: no decurso de um acto incestuoso da mãe e do tio, a criança foi espancada, retalhada e o corpo depositado sabe-se lá onde." 


No Natal, Gonçalo Amaral pediu à mulher que preparasse "um saco com comida e roupas e, num acto de contrição e penitência", foi para a cadeia "repartir a sua ceia de Natal com o tio de Joana, assassino confesso e psicopata declarado".


FRASES


Iniciei novo emprego, procurei casa, fiz mudanças e tentei integrar as nossas filhas em novas escolas e rotinas. Tudo sozinha, sem qualquer apoio do meu esposo, que procurava a filha da Sr.ª Kate.


Em Outubro, pena que a minha cara amiga já cá não estivesse para explicar às nossas filhas a demissão do pai.


Como coordenador, sempre se recusou a estar na confortável cadeira do gabinete. Passava dias no terreno, uma vergonha.


A sua mãe, boa amiga, pareceu-me sincera ao dizer que tinha vontade de arrear uns bofetões em quem deixou os netos sozinho.




Tradução de Português para Inglês


Gonçalo Amaral accused by Kate McCann of "as a person and professional," their behavior to be "a shame" - and the wife of former coordinator of the PJ, ironic style and open letter to the CM had access, thanks to the mother of Maddie " by a sense "that unites" the two. "

Professionally, he begins by exposing Sofia Leal, "as coordinator of criminal investigation, my husband has always refused to be seated from 09.00 to 17.00 in the comfortable chair of his office, as is inherent in that category. Instead, he spent the day ( and often the night) with researchers in the field, coordinating 'in situ' searches, surveillances, seizures. Shame! "
For example, "an episode" on the case. "In May 2007, we began the process of moving our family to Portimão. My husband was supposed to go on holiday the day after the disappearance of her daughter. By 'obvious reasons', so did not happen. I started a new job I looked home and made changes and tried to integrate our daughters in new schools and new routines. All this alone without any support from my husband, who, for 'obvious reasons', seeking the daughter of Mrs Kate ... "
"In October, on the birthday, just a week after our daughters have started the school year, Gonçalo Amaral is fired and back to Faro. It was supposed to be the time for family reunion and after all, was the most separation. So this is not a disgrace, "asks Kate Sofia Leal.
"Our daughters have never understood - and we never managed to explain to them that's so obvious reasons' so that these would be [with an immediate expulsion of the case investigation Maddie] rewarded a parent who let their daughters to find a child who does not even met and whose parents had neglected. Pena was that my dear friend Mrs D ª Kate, now here was not to date because it could even have we been extremely helpful in trying to explain the 'obvious reasons' the dismissal of the father to our daughters ... "
"The BOCA FLEES FOR THE TRUTH. DO NOT STOP!"
After thanking Kate for expressing their sense of "shame" toward her husband's behavior, Sofia Leal asks her "good friend" who will forgive him "the outpourings of wife and mother." "I end the letter asking him to refer to your mother my most sincere compliments. It seemed so sincere when, in an interview, said he wanted to harness a few blows to those who left their grandchildren alone. He spoke so openly that even seemed a genuine Portuguese grandmother ... " And closes with a request to the "dear friend" Kate McCann: "Now that her mouth began to flee the truth does not stop. Continue. And tell the truth there that the whole world has been waiting ..."
"SPENT CHRISTMAS IN JAIL"
"As a person," says Gonçalo Amaral's wife Kate, "his behavior has also been a shame, not least because it was never possible to distinguish or have personal life with this way of looking at the profession that has embraced." And gives the example of Joan case five years ago, also investigated by the husband. "The mother, as Mrs. D ª Kate, tried to project the case to the media. [...] Then came the confessions and evidence: during an incestuous act of mother and uncle, the child was beaten, slashed body and deposited who knows where. " At Christmas, Gonçalo Amaral asked the woman to prepare "a bag of food and clothes and in an act of contrition and penance," went to jail "share his Christmas dinner with the uncle of Joana, psychopathic killer confessed and declared" .
PHRASES
I started a new job, looked home and made changes and tried to integrate our daughters in new schools and new routines. All alone without any support from my husband, who sought the daughter of Mrs Kate.
In October, a pity that my dear friend was no longer here to explain to our daughters the resignation of his father.
As coordinator, always refused to be in the comfortable office chair. He spent days on the ground, a shame.
His mother, good friend, it seemed sincere in saying he wanted to harness some blows in whom left their grandchildren alone.




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Correio da Manhã - Edición impresa

Mujer del investigador ataca a Kate

Kate McCann acusa a Gonçalo Amaral de "como persona y profesional" su comportamiento ha sido "una vergüenza" - y la mujer del ex coordinador de la PJ, con un estilo irónico y a través de una carta abierta a la que ha tenido acceso CM, agradece a la madre de Maddie "ese sentimiento" que las une "a las dos".

Querida Señora,
Perdóneme la osadía, pero después de haber tenido conocimiento de su comentario (en una entrevista al periódico Expresso) relativa a Gonçalo Amaral, mi marido y padre de mis hijas, no puedo dejar de dirigirle estas palabras de agradecimiento. Hace ya varios años que intento hacerme oír en ese sentimiento que nos une a las dos: "...es que como profesional y como persona su comportamiento ha sido una vergüenza." Si no vea:

a) Profesionalmente

- Como Coordinador del departamento de Investigación Criminal de la Policía Judicial mi esposo siempre se negó a estar sentado desde las 9 hasta las 5 en el confortable sillón que tiene en su despacho, algo que es inherente a esta categoría. En vez de eso, se pasaba el día (y muchas veces la noche) con los investigadores sobre el terreno, coordinando "in situ" las búsquedas, vigilancias, registros u otras diligencias. ¡Una vergüenza!

Pero si solamente fuera por el hecho de estar a la intemperie, la cosa no sería grave, ya que el clima aquí no es malo, como la Sra. Dña. Kate sabe. El problema es que esta dedicación es la causa que le impidió promocionar en su carrera. Bueno, voy a explicarme, ya que este caso es contemporáneo a la búsqueda de su hija. Mi esposo concurrió a la categoría de Coordinador Superior, y entre aprensiones de droga, secuestros y homicidios, consiguió hacer una tesis sobre tráfico de droga por vía marítima, que defendió en Lisboa, ante un Tribunal que lo felicitó. Esperanzado, Gonçalo Amaral regresó al Algarve y aguardó el resultado. Para su sorpresa, al final la pretendida función recayó en otro compañero (coordinador serio, si digo la verdad), porque no había conseguido puntuar en el parámetro de "formación profesional". Así es, Sra. Dña. Kate, mi esposo se pasó la vida trabajando, envuelto en investigaciones complejas, era el hombre que aprendió más droga en Portugal, pero no tenía tiempo para ir a Lisboa a pavonearse por los pasillos del Instituto de la PJ, no fue promocionado. ¡Una vergüenza, señora mía, una vergüenza!

Como ya debe ser de su conocimiento, ya que Sra. me parece que está muy bien informada, el sueldo de mi esposo no llegaba a 1,5 veces el sueldo mínimo en su país. Mientras tanto, como esposa, madre y portuguesa no me puedo quejar, ya que el salario de Gonçalo Amaral equivalía a 4.5 veces el sueldo base en Portugal. Tenga en cuenta lo siguiente, que sirve como ejemplo para lo que voy a exponer. En un cierto momento un individuo mata de un tiro a un elemento de la PSP y huye a la vecina España. Se desplaza allí un equipo de la PJ, del cual mi marido formaba parte. Entre idas y venidas estuvieron allí más de 15 días. La dieta internacional ascendía a 100 euros. Como la Sra. Dña. Kate se imaginará, no es posible con esta cantidad dormir y comer en España, mucho menos cuando se está en víspera de la Navidad y esta cantidad solo sería abonada (con suerte) para Semana Santa. Pero, aun así, Gonçalo Amaral nunca se negó, ni una sola vez, a buscar al homicida evadido, imputando así gastos a nuestra economía familiar. Y este es apenas un ejemplo entre muchos. Le sugerí en determinado momento la creación de un fondo o algo parecido que hiciera frente a estos gastos extraordinarios, pero nunca me escuchó. Nosotros aquí también tenemos que pagar las mensualidades de la hipoteca… ¡Una vergüenza, Sra. Dña. Kate, una vergüenza!

b) Como persona su comportamiento también ha sido una vergüenza, ya que nunca ha sido posible diferenciar la vida personal con esta forma de enfrentarse a la profesión que eligió. Mientras, y si mi buena amiga Sra. Dña. Kate me lo permite, puedo darle algunos ejemplos:

Hace 5 años, “desapareció” una niña llamada Joana. Su madre, al igual que la Sra. Doña Kate, intentó presentar el caso ante los medios, pero lo más lejos que llegó fue a SIC…) Pasados ocho días, llegaron las confesiones y las pruebas: en el transcurso de un acto incestuoso de la madre y del tío, la niña fue golpeada, y posteriormente descuartizada y el cuerpo depositado no se sabe dónde. Madre y tío están en la cárcel, en un proceso coordinado por Gonçalo Amaral y que les ha costado casi 20 años de cárcel a cada uno. Pero volviendo un poco atrás. La niña murió el 12 de septiembre. En vísperas de Navidad, nuestra familia estaba reunida para iniciar las oraciones, cuando mi marido me pidió que preparase una bolsa con algo de comida y ropa de abrigo, porque aun no había realizado el acto de contrición y penitencia natalicio. ¿Se imagina Sra. Dña. Kate a dónde fue Gonçalo Amaral aquella noche de Navidad en la que llovía a cántaros y tronaba? A la penitenciaría de Olhão, donde se encontraba detenido João Cipriano, tío de Joana, asesino confeso y psicópata clínicamente declarado. Según mi marido, dar una limosna a un pobre cualquiera no constituía para él ningún sacrificio. Así que el hecho de abrazar y repartir su cena de Navidad con João Cipriano era el sacrificio que ofrecía a Dios, en memoria de Joana. ¿No es esto una vergüenza? Además sabía Sra. Dña. Kate que todos los años, el día 12 de septiembre, mi marido manda rezar una misa por Joana Isabel Cipriano Guerreiro. Él dice que nadie se ha vuelto a acordar de la pobre niña. Pero, se acuerdan de acusarlo injustamente de actos y crímenes que nunca cometió. ¿No es esto una vergüenza, Sra. Dña. Kate?

-Le relato un episodio, del cual aun me cuesta hablar. El año pasado, en mayo, iniciamos el proceso de mudanza de nuestra familia a Portimão. Supuestamente mi marido iba a empezar las vacaciones el día siguiente a la desaparición de su hija. “Por motivos obvios” eso no sucedió. Empecé en un nuevo trabajo, busqué casa, hice la mudanza e intenté integrar a nuestras hijas en nuevos colegios y rutinas. Todo esto sola, sin ningún apoyo de mi marido, que, por motivos obvios, estaba buscando a la hija de la Sra. Dña. Kate. En octubre, el día de su cumpleaños, una semana después de que nuestras hijas hubieran empezado el año lectivo, Gonçalo Amaral fue destituido y destinado nuevamente a Faro. Esto se suponía que iba a ser un reencuentro de la familia pero al final fue una prolongación de la separación. ¿No es esto una vergüenza? Nuestras hijas nunca lo entendieron, y nosotros nunca conseguimos explicarles los motivos tan obvios que premiaban así a un padre que dejaba a sus hijas para buscar a una niña que ni siquiera conocía y cuyos padres habían sido negligentes. La pena es, mi querida Sra. Dña. Kate que ya no se encontraba aquí en esa fecha, porque hasta podría habernos sido de gran ayuda en el intento de explicar estos “motivos obvios” de la destitución del padre a nuestras hijas.

Por fin puedo apenas narrarle que en el aspecto íntimo Gonçalo Amaral es exactamente aquello de lo que tienen fama los latinos: un desvergonzado, que mi pudor no me permite describir.

Espero que mi buena amiga me perdone este desahogo de esposa y madre, pero estoy segura que lo comprenderá. Termino esta misiva pidiéndole que le remita a su Sra. madre mis más sinceros elogios. Me pareció tan sincera cuando, en una entrevista, dijo que tuvo ganas de arrearle una bofetada a quien dejó a sus nietos solos. Habló tan abiertamente que hasta parecía una genuina abuela portuguesa…

Querida amiga Sra. Dña. Kate, sin ánimo de aburrirle me gustaría aun pedirle que me hiciera un último favor: ahora que la boca le ha empezado a huir hacia la verdad no pare, continúe, y diga la verdad que el mundo está esperando.

Con mis mejores deseos,
Sofia Leal
Esposa y Madre de las hijas de Gonçalo Amaral

Traducción de Mercedes

http://mercedessigueaqui.blogspot.com/search/?q=Carta+abierta+Sofia+Leal
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