quarta-feira, 9 de junho de 2010

2 artigos polémicos,porque antagónicos.

Peritagem ao carro mostra que este não embateu num segundo veículo. PJ desvalorizou tese de acidente.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1588653&seccao=Norte
por AMADEU ARAÚJO, Viseu

Carina Ferreira despistou-se sozinha na A24, sem embater em qualquer outro veículo. É neste sentido que aponta a "primeira perícia" feita ao Peugeot 106 vermelho, feita ontem nas instalações da Polícia Judiciária do Porto, apurou o DN junto de fonte ligada à investigação.
O carro foi peritado para averiguar se "o despiste não terá sido provocado pelo embate de um segundo veículo". Ontem, ao final da noite, a PJ afastou, "numa primeira perícia", a hipótese.
Durante onze dias, a Judiciária desvalorizou a hipótese de que a jovem de Lamego tivesse sofrido um acidente. Apesar de alguns indícios apontarem nesse sentido: a triangulação dos telemóveis reduziu a área das buscas a um quilómetro quadrado, as imagens das câmaras não mostravam o carro no Túnel do Varosa - ponto de passagem obrigatório entre Lamego e Peso da Régua.
Logo no domingo, dia 2 de Maio, quando o desaparecimento foi participado, toda a A24 foi batida por familiares e amigos. Um funcionário da Operscut, que garante a operacionalidade da via, disse ao DN que "um segurança encontrou marcas de pneus no morro, mas, como não viu outros vestígios, julgou tratar-se de um condutor em dificuldades que conseguiu retomar a marcha".
Manuel Pedro, morador em Alvéolos e um dos primeiros a chegar ao local após a descoberta do carro, assegurou que "um dos postes da rede, que estava dobrada no topo, estava partido". Apesar disso, nenhum morador foi interrogado e a PJ nunca accionou meios de buscas terrestres nem cães pisteiros. A Judiciária alega que fez buscas na área, mas o carro estava "numa zona pouco visível".



A coordenadora da equipa da PJ, Helena Monteiro, negou um eventual "facilitismo", na investigação" e assegurou que a área, "onde estava o carro, foi batida e o local onde estava o carro não era visível, mesmo com uma busca aérea". Na segunda-feira a PJ chegou cedo ao local "inconformada" com os resultados da investigação e decidiu "ver o local com mais persistência e recolheu indícios de que o carro estava ali", disse Helena Monteiro ao DN.


Os comandantes dos bombeiros da Régua e de Lamego asseguraram que não foram solicitados. A GNR também não foi chamada às operações. Só a 11 de Maio a Protecção Civil efectuou uma busca aérea e a 18 iniciou buscas nos rios da região, incluindo na Barragem do Balsemão, a escassos cem metros do local onde acabou por ser encontrado o carro.

( agora falam no dinheiro que gastaram. Este governo tem a mania de fazer isso. As Pessoas merecem TUDO !)Apaguei aqui, claro pois é SEMPRE UM INSULTO!

Alexandre Santos, especialista em buscas e formador da Escola Nacional de Bombeiros, disse ao DN que "em poucas horas, dependendo do tempo, os cães pisteiros, especialmente os treinados pela PSP e GNR, podiam vasculhar uma enorme área de mato. E ilustrou: usar os cães "é como andar no mato, de noite, com uma lanterna".


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Acredito neste artigo. Mesmo que a infeliz Carina tenha tido morte imediata - apesar de tudo , melhor, já que as " buscas" foram assim........ do nada! Muito conveniente também o avançado estado de decomposição do corpo que IMPEDIU a autópsia !

E agora o outro artigo, a elogiar as buscas! ( Desculpe, mas não concordo porque de modo algum este caso é sossegante)

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1588542&opiniao=Manuel%20Serr%E3o


" Um elogio sentido no fundo da ravina
00h30m
Um mês e pouco depois de ter sido noticiado o seu desaparecimento, a jovem de Lamego apareceu ontem dentro do carro no fundo de uma ravina da estrada que teria de percorrer entre a sua casa de Lamego e a Régua para onde se dirigia. Lamentando como se lamenta a morte de quem parte tão cedo desta vida, de uma forma descontente como sempre é tratando-se de um acidente de viação, resolvi abordar o caso para elogiar a actuação da nossa Polícia Judiciária.

A PJ tem andado nas bocas do mundo há vários anos, quase sempre pelas piores razões. Descontados os exageros de muitos dos ataques e comentários negativos de que tem sido objecto e alvo, é evidente que a PJ, como qualquer instituição da sua natureza, tem dias bons e dias maus, sucessos e falhanços, funcionários prometedores e promessas vãs.

Desta feita, acho que mais de que o sucesso ontem relatado com a descoberta do corpo, que muitos fantasistas já quase juravam a milhares de quilómetros de distância ou sujeito às piores sevícias, o que vale um elogio é a forma como a PJ tratou deste caso desde o dia da comunicação do seu desaparecimento.

Ao contrário do que já sucedeu noutras ocasiões, os inspectores que superintenderam este caso não alimentaram teorias ou cabalas improváveis, não cederam a pressões de familiares ou amigos, não desistiram de nenhuma das hipóteses em aberto, não se deixaram enredar na teia do protagonismo mediático e… nunca baixaram os braços.

Nem sequer sei os nomes dos destinatários deste meu elogio... e isso para mim já é quase razão bastante para que ele aconteça.

Trazer as investigações para a Comunicação Social raramente pode ajudá-las e na maior parte das vezes só serve como início da confissão do fracasso.

Mesmo quando se pretende antecipar um julgamento difícil por insuficiência de provas, tratando de o promover na praça pública, o resultado só pode variar entre o mau e o muito mau.

Aproveito para chamar à colação o famigerado Apito Dourado. Com a absolvição dos réus no caso que envolvia Pinto de Sousa, a tal superinvestigação que fez correr rios de tinta e prometia revolucionar o mundo do futebol, acabou com uma goleada das antigas. No fundo dessa ravina de ódio e perseguição, são só os "cadáveres" dos seus mentores que é possível encontrar.

Neste caso da ravina de Lamego já podemos dizer que a PJ nunca desceu tão baixo para chegar tão alto."

Artigo de opinião de Manuel Serrão.
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