sábado, 29 de maio de 2010

Vingança de forma violenta

Jovem sofre vingança de forma violenta. Agora, vive no estrangeiro

O cabelo cortado à força, espancada com um bastão na cara, nas costas, pernas, braços. Até na vagina lhe introduziram o mesmo bastão. Nua e a sangrar em todo o corpo, foi abandonada num local ermo de Montemor-o-Velho. A vítima é uma jovem da Figueira da Foz, com perto de 20 anos, que, aterrorizada, optou por ir viver para o estrangeiro.
O terror sob a forma de sequestro, ofensa à integridade física grave, roubo e omissão de auxílio por parte de um grupo que quis vingar duas coisas: o facto de ela ter presenciado um crime em que outra rapariga foi espancada (precisamente pelas mesmas pessoas que agora se viravam contra si) e, ainda, por viver uma relação "errada" aos olhos de quem a sequestrou.
Para a rapariga, da Figueira da Foz, a noite de terror começara em Coimbra, junto à estação ferroviária na Baixa da cidade, onde ela, pressentindo estar a ser seguida, entrou num táxi. Mas o grupo atacante, um homem e três mulheres, retiraram-na à força do interior do táxi, meteram-na numa viatura, cuja viagem - sempre a ser espancada - só terminou na zona de Montemor-o-Velho. É aí que a deixam num local ermo. Antes, cortam o cabelo e quase a matam. Ela, nua e ensanguentada, lutou pela sobrevivência. Teve ajuda para ir ao hospital, já com roupa emprestada.
A investigação dos crimes (que ocorreram numa noite de Julho de 2009) só agora chegou ao fim. Um homem e três mulheres (20, 21, 27 e 45 anos) estão indiciados. Dois estão em preventiva desde Dezembro, um homem e uma mulher. Mas duas mulheres do grupo atacante continuam a monte. Nas buscas efectuadas pela PJ, um homem, que não é suspeito do caso de sequestro, foi apanhado com droga. Os operacionais da PJ Centro continuam a querer encontrar as duas fugitivas, mas, para evitar que se esgotem os prazos legais da prisão preventiva, o inquérito foi agora concluído. Nos autos constam a apreensão do bastão e um veículo. Todos os suspeitos e a vítima são da zona da Figueira da Foz.


? A jovem, que agora está a viver fora de Portugal, foi vítima de um "código de vingança". Segundo fonte ligada ao processo, ela terá presenciado o espancamento de outra rapariga e, por se ter disponibilizado a ser testemunha e ir depor em tribunal, sofreu, ela própria, as represálias. Outro pormenor também decisivo, nesta escalada de violência e humilhação: ela mantinha um relacionamento amoroso que o grupo atacante não aprovava. Os dois factos, juntos, quase lhe iam custando a vida. Sobrevive longe de tudo

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