domingo, 30 de maio de 2010

Não esquecer Carina Ferreira



http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1581690&seccao=Norte

Um mês depois, paradeiro de jovem de 21 anos permanece desconhecido

Um mês depois do desaparecimento de Carina Ferreira, a jovem de Lamego com paradeiro desconhecido desde o dia 1, os amigos insistem em manter vivas as redes sociais para que o caso "não caia no esquecimento". A PJ garante que não e tem uma equipa de investigadores dedicada ao "caso complexo".

Carina Ferreira desapareceu na noite de sábado 1 de Maio, pouco depois de ter saído de casa para a Régua, onde trabalhava. Nunca mais foi vista e o carro também não foi encontrado. De acordo com várias fontes policiais, a viatura, um Peugeot 106 ver- melho de matrícula 77-23-LP, "não esteve envolvida em nenhum acidente nem tem multas registadas".

A conta da jovem também não registou movimentos, o que adensa o mistério. A última pessoa a ver a jovem foi o empregado das bombas de gasolina, junto à casa de Carina, em Lamego. O carro não aparece nas imagens da videovigilância da A24, que era o trajecto usado pela jovem, e a PJ, que assumiu o desaparecimento como um crime, poucas pistas tem.

Mas os amigos insistem em "continuar a divulgar a informação" para que o caso não caia no esquecimento, comentou ontem Helena Pinto, na página do Facebook. Também Cátia Rede prometeu que os amigos "não vão esquecer".

Outro amigo, Nélson Salgado, considerou a falta de pistas como "um desespero total". Já Tânia Saraiva mostrou-se "esperançada" no aparecimento da jovem.

Mas a PJ, que esta semana reforçou a equipa responsável pela investigação, assume que "o caso é complexo e com poucas pistas".
Os investigadores têm "reconstituído a vida da jovem nos dias anteriores ao desaparecimento, para encontrar alguma relação que possa explicar o sucedido".

A Judiciária inquiriu amigos, familiares e conhecidos, mas até hoje o desaparecimento "continua envolto em complexidade, e um homicídio ou outro crime são uma possibilidade substancial", concluiu a fonte da PJ.

A família remeteu-se ao silêncio, quebrado pontualmente pela intervenção da irmã Daniela no Facebook, enquanto os amigos prometem "continuar a divulgar esta informação para encontrar a nossa amiga". Ontem, a meio da tarde, eram já 33 742 os membros do Facebook. Na Internet, os motores de pesquisa encontram já 138 mil resultados para o desaparecimento, e os amigos prometem "não esquecer o caso".
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