domingo, 30 de maio de 2010

Embaixador António Santana Carlos

Embaixador António Santana Carlos , de Portugal em Londres
(em inglês)
........ " Journalist - The 'Madeleine McCann' case turned the relations between both countries difficult, mainly because of the media mutually attacking each other. You, Mr. Ambassador were strongly criticized by statements given in an interview to 'The Times' newspaper by the well known columnist Tony Parsons. Was this the most difficult case of your commission?
Ambassador - No. The story had a great media attention. What I said is that there are many more kidnappings in the UK than in Portugal, and no one mentioned that. There are speculations and books written [on the case], but we do not know what has happened. As far as I know the parents called first the media before the police. There were some problems with the lack of information and misunderstanding, since the British do not have the concept of secrecy of Justice. Besides 'The Times', I gave four other interviews on the British television stressing the importance for both countries police authorities to work together. There was even data that was investigated in British laboratories. Portugal was not trying to hide anything. The case was archived because there weren't evidence [material proves], but it might be reopened. I will not make value judgments, the parents lived difficult moments. I understand their pain because I have a son. Journalist - Did the relations between both countries return to what they were? Ambassador - Yes. I did not feel any kind of antagonism from anyone. In the statements given to 'The Times', I have said a few things which seem evident to me. For example, that we as Latins privilege the nuclear family, all together, and that we do not leave children alone. That was perceived as criticism. I also said that there was too much media attention, and that that has hindered the investigation"



( em português)


....... " O caso ‘Madeleine McCann’ tornou difíceis as relações entre ambos os países, sobretudo com a imprensa a atacar-se mutuamente. O senhor embaixador foi fortemente criticado pelas declarações que deu, numa entrevista ao jornal ‘The Times’, pelo conhecido colunista Tony Parsons . Foi o caso mais difícil da sua missão?

Não. O assunto teve uma grande atenção da comunicação social. O que disse é que há muitos mais raptos no Reino Unido do que em Portugal, e ninguém fala nisso. Há especulações e livros escritos, mas não sabemos o que é que se passou. Pelo que sei, os pais informaram primeiro a comunicação social do que a polícia. Houve alguns problemas de falta de informação e má compreensão, porque os britânicos não tem o conceito de segredo de justiça. Para além do ‘The Times’, dei quatro entrevistas na televisão britânica salientando que era importante que as policias de ambos os países trabalhassem juntas. Houve até dados que foram investigados em laboratórios britânicos. Portugal não estava a tentar esconder nada. Resolveu-se arquivar o caso porque não havia provas, mas pode ser reaberto. Não vou fazer juízos de valor, os pais viveram momentos difíceis. Compreendo a dor deles porque tenho um filho.

As relações entre os dois países voltaram ao que eram?


Não senti antagonismo de ninguém. Nas declarações que fiz ao ‘The Times’, disse algumas coisas que me parecem evidentes. Por exemplo, que como latinos privilegiamos a família nuclear, junta, e não deixamos as crianças sozinhas. Isso foi visto como uma crítica. Também disse que houve demasiada atenção dos media, e poderá não ter ajudado as investigações."

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