terça-feira, 1 de Abril de 2014

Solidariedade é isto!

‘Please Help Luz’ plea as Madeleine “circus” descends on village again



Obrigada, N.D. !




Andy Redwood, Scotland Yard, and Santa Claus



Obrigada, P.B. 



segunda-feira, 24 de Março de 2014

O Leste! Mas onde, qual Leste?







Ele: Agora, a Scotland Yard segue a pista de dois homens - pelas características são da Europa de Leste 

Aqui ? Pergunta ela. 



terça-feira, 18 de Março de 2014

Porto Canal 7 anos de Caso Maddie

http://videos.sapo.pt/11onQvrULT3GzrYFv07K

Transcrição

Em inglês no http://textusa.blogspot.pt/2014/03/political-courage.html

Em espanhol no 

http://mercedessigueaqui.blogspot.pt/2014/03/caso-madeleine-mccann-la-opinion-de.html

Transcripción y traducción en curso...



JM: Chega agora então Gonçalo Amaral, ex-Inspector da Judiciária. Dr. Meneses, seu convidado, quer apresentá-lo? Fazer uma brevíssima apresentação?

 

LFM: Gonçalo Amaral não precisa de apresentações mas é a motivação do nosso convite.

Bom… em primeiro lugar, porque Gonçalo Amaral fruto da visibilidade que atingiu com alguns dos casos em que esteve envolvido prossionalmente, colocou também no nosso imaginário aquela dialéctica de confronto entre o Polícia politicamente correcto e o “Dirty Harry” à portuguesa.

Vamos então saber se ele é um Dirty Harry à portuguesa ou se é um Polícia politicamente correcto.

Para além disso, o caso, nomeadamente o caso Maddie, coloca em causa… suscita um conjunto de questões que nos merecem alguma reexão.

Passaram sete anos e é um caso que ainda está a abrir telejornais em todo o Mundo e suscita-nos que façamos uma reexão sobre a qualificação da nossa Polícia Judiciária nomeadamente na abordagem de crimes com a complexidade deste, suscita-nos dúvidas sobre se a nossa polícia, o nosso Estado são... estão protegidos contra inuências políticas nacionais e internacionais que interferem no quotidiano do julgamento prossional das polícias e de outros agentes de investigação criminal e, por outro lado, a memória histórica daquilo que aconteceu com algumas questões que podemos colocar ao Gonçalo Amaral, podem fazer com que os telespectadores também assumam individualmente um juízo mais próximo daquilo que se passou naquela noite há sete anos na Praia da Luz, no Algarve.

 

JM: Gonçalo Amaral, boa noite! É com muito gosto que o tê-lo aqui.

 

GA: Boa noite e muito obrigado pelo convite

 

JM: Antes das perguntas até porque o Dr. Luís Filipe Meneses vai falar um pouco consigo, eu perguntava-lhe se está arrependido com tudo o que aconteceu na sua vida, sete anos depois já escreveu, já falou sobre isso, perdeu a família, o emprego, enfim …. Se fosse hoje faria exactamente o mesmo?

 

GA: Faria exactamente o mesmo com uma pequena diferença. Não saía da Polícia Judiciária, portanto… poderia ser um problema para a Polícia Judiciária … na altura pensei nisso … saio ou não saio, se co na Polícia. Se sou um problema para a Polícia ou se saio e co com todos os outros problemas. Mas não saía.

 

JM: Hoje não saía da Polícia Judiciária?

 

GA: Não! Eu tenho ouvido falar dos Professores que falam em regressar e quererem pedir para acabar com a reforma. Eu também poderia acabar pois eu vejo que ainda tenho lugar na Polícia Judiciária. Mas, parece que só para os médicos é que é possível, não é? Sem desprimor para a classe médica!

 

JM: Claro, claro.

 

GA: Não, mas de facto não me arrependo do que z com convicção, -lo para defender o modelo de investigação, aquilo que deve ser investigação criminal.

Falou-se aqui há pouco do políticamente correcto ou do polícia políticamente correcto e eu entendo que investigações criminais não podem ser políticamente correctas porque não têm de se preocupar com a política.

E aquilo que aconteceu é que… e continua a acontecer, é que temos de ser políticamente correctos relativamente subordinados ao poder inglês. Isso acontece, aconteceu no dia 2 de Outubro quando do Tratado de Lisboa, nas discussões entre o Sr Engenheiro e Primeiro Ministro na altura, José Sócrates e o Gordon Brown, o Primeiro Ministro inglês em que ele vem dizer para os jornais ter pressionado o Primeiro-Ministro Português sobre o caso.

Portanto, antes já era um caso político e quando a política se imiscui numa investigação criminal nada vai a bom termo, seja uma investigação criminal relativamente a um homicidio, seja relativamente a um roubo, seja relativamente a um desaparecimento, seja a um caso normal e aí há corrupção e está sempre lá envolvida mas voltando ao início da pergunta, não me arrependo.

Não me arrependo porque apesar dos princípios e valores não encherem o frigoríco isso enriquece-me doutra forma.

 

JM : Dr. Meneses

 

LFM: Eu fazia ao Gonçalo Amaral uma primeira pergunta que, se calhar, devia ser a última.

Quero dizer também que nunca sou neutral nestas matérias, procuro ser imparcial. Eu tenho uma simpatia especial por Gonçalo Amaral e pelo estilo de polícia que ele foi.

Bom e a primeira pergunta é precisamente aquela que talvez devesse ser a última e não começando pelo particular mas pelo geral: o Inspector Gonçalo Amaral que liderou uma investigação das mais mediáticas do mundo nos últimos anos, o cidadão Gonçalo Amaral agora, com tudo aquilo que aconteceu e viu e que contactou, qual é a sua convicção? A Maddie McCann foi raptada ou morreu?

 

GA: A Maddie McCann desapareceu e está desde aquela altura… morreu...

Morreu naquela noite e, aliás essas são as conclusões a que se chega no próprio Processo em Setembro de 2007, a Polícia Judiciária conclui… e esta é uma conclusão que no âmbito de uma Investigação que não tinha ainda terminado mas tem ali um princípio, é a sequência de uma série de indícios que são recolhidos que se chega à conclusão que muito provavelmente morreu. E morreu naquela noite.

As circunstâncias da morte é que ainda estão por apurar, qual o mecanismo, o que é que aconteceu para que essa morte tenha ocorrido estão por apurar.

E se os pais hoje em dia dão a entender que a filha estaria viva ou se estava viva e têm de apostar que está viva, esquecem-se de que, logo a seguir à investigação, foram eles os primeiros a dar os tais sinais de morte, foram eles os primeiros a dizer que a filha… que era necessário, no caso, um individuo, um Coronel do Exército Sul Africano com uma máquina milagrosa para encontrar o cadáver … portanto quem convida esse senhor da África do Sul a vir a Portugal são os pais. Portanto para encontrar um cadáver.

Depois meses mais tarde, anos mais tarde continuam a dizer, continuam a falar de que estaria viva. E agora a Scotland Yard, já com o acordo deles também, pelo que parece pelo menos tácito, parece que a Criança está morta.

É óbvio, que acontece muito em situações destas, fala-se muito… puxaram muito ao longo deste anos por uma circunstância como outros casos que aconteceram se numa determinada criança desapareceu e aparece anos depois viva e até com filhos e junto ao raptor, portanto a Madeleine também pode provavelmente estar viva.

Só que se esquecem dum pequeno pormenor. Esquecem-se, não. Não nos elucidam porque estas pessoas têm toda a informação, têm um staff que trabalha com toda a informação. É um pouco estranho e esquecem-se de um pormenor: todas aquelas crianças que têm aparecido seja na Áustria ou nos Estados Unidos, quando desapareceram não tinham três nem quatro anos de idade, estavam perto dos dez anos de idade, eram todas raparigas e perto dos 9, 10 anos de idade e não há nenhuma rapariga que tenha desaparecido com 3 ou 4 anos. Para um raptor que faz alguém, uma miúda, escrava, o que se tem visto é que a idade não é a idade de 3 ou 4 anos mas uma idade já próxima da adolescência. Esquecem-se desse pormenor.

Agora a convicção, não tenho dúvidas daquilo que para mim daquilo que aconteceu a Madeleine McCann. A Madeleine McCann morreu naquele dia, naquela noite, naquele apartamento. E o seu corpo desapareceu.

 

LFM: Em que é que alicerça essa convicção?

 

GA: Em muita coisa. Numa série de indícios, uma série de contradições dos próprios testemunhos daqueles pais, dos próprios testemunhos dos amigos, dos vestígios que foram recolhidos com a ajuda dos cães especiais ingleses que nunca falharam no Reino Unido, nunca até agora falharam, trabalham com o FBI…

 

LFM: Essa era uma das perguntas que queria saber se no seu curriculum esses cães alguma vez tinham falhado…?

 

GA: Nunca falharam, nunca falharam, em termos… nessas pesquisas nunca falharam e foi-nos mostrado na altura a conhecer vários casos, várias situações, todas em que eles trabalharam e nunca falharam. Portanto a hipótese era que tinham falhado em Portugal e eu, às vezes a brincar, digo só se foi por causa do calor.

 

LFM: Havia sangue humano na mala do carro?

 

GA: Sem dúvida! No apartamento e na mala do carro. Aliás esse sangue humano, chega a ser dito pelo Laboratório inglês, e é relatório prévio que está no Processo, em que diz que é filha de… filha de Gerald McCann. Será um descendente de.

Depois mais tarde vêm pôr a hipótese, vêm alterar essas hipóteses, vêm dizer que aquela combinação que dá aquele ADN pode ser de qualquer pessoa. Por acaso ali dá um ADN muito semelhante, 90%, de Madeleine McCann mas poderia ser um ADN construído por mim, pelo Júlio Magalhães pelo Dr. e então daria esse perfil de ADN.

 

Mas, o engraçado é que dá o perfil de ADN de Madeleine McCann. Não dá o perfil de Júlio Magalhães, do Gonçalo Amaral nem do Dr. Luis Filipe Menezes nem do próprio médico que fez aquele exame.

Nós não temos dúvidas e isto foi falado até a um nível na Justiça Portuguesa, até ao nível do Ministério Público de que houve uma alteração no Laboratório inglês de manipulação daqueles dados.

O FSS, o Laboratório inglês que já foi questionado acerca de várias situações nomeadamente em termos do IRA na Irlanda e em termos de ataques bombistas, também esses vestígios… essa forma de encontrar o ADN, de examinar o ADN /copy number foi colocado em causa a propósito de um vestígio encontrado numa bomba de um caso irlandês. E esse Laboratório foi colocado em causa.

Mas há uma situação aqui, relativamente ao Laboratório, que tem de se ter em linha de conta. Há os tais registos que são feitos pelos técnicos e pelos cientistas que examinam e nós temos de olhar para esses registos, olhar para aquilo que eles escreveram. No dia-a-dia quando foram examinadas as provas, os vestígios que foram para lá remetidos, o que é que eles foram escrevendo porque depois vemos qual é o resultado que vem dar no tal relatório que mandaram para cá, para Portugal.

E, depois há outra situação, que ainda é possível, saber ou recolher indícios se de facto os tais cães falharam ou não falharam, se de facto… se naquele… na bagageira daquele carro, estou-me a referir ao carro alugado pelos McCann cerca de 15 ou 20 dias depois do desaparecimento, onde foram encontrados vestígios de sangue, vestígios esses que são… que o Laboratório diz que poderão ser mas que não há a certeza absoluta que sejam de Madeleine McCann e que são encontrados também cabelos. Cabelos, que diz o Laboratório, que pela coloração, era assim que se fazia antigamente o exame, a comparação da cor do cabelo se seria ou não da pessoa.

Hoje em dia é possível fazer e, já na altura o era, fazer exames ADN ao cabelo,

Há quem entenda, e alguns laboratórios dizem isso, que só é possível identificar o ADN com a raiz do cabelo. O Laboratório inglês diz que não é possível porque estes não têm raiz do cabelo, a raiz… e, portanto não fazem o exame.

Esses cabelos estão em Portugal, foram devolvidos em Portugal e estão junto ao Processo, É simples! É o Ministério Público, quem tem a Investigação pegar nesses cabelos e enviar para um Laboratório Europeu ou outro onde se faz esse tipo de exames sem ser necessária a raiz do cabelo,

 

LFM: mas isso nunca foi feito, pois não?

 

Mas nunca foi feito. Nunca foi feito e o que se diz é que pode ter havido ali uma contaminação mas ficamos com a certeza ou não se aquele cabelo é de Madeleine McCann. Depois há muita dúvida para se discutir, para se esclarecer, Agora não pode existir uma prova e andarmos aqui a falar do homem que morreu de baixo do tractor porque se despediu um mês antes, porque faltou 5 euros… que não possa ser ele…

 

LFM: há uma outra peça, há uma outra peça interessante que é uma Família  Irlandesa que ao ver o casal McCann a chegar ao aeroporto de Londres diz reconhecer pela postura do pai… um homem que naquela noite transportava uma criança. Por que é que quando essa afirmação é feita nem a Polícia Judiciária nem a SY foram ouvir essa Família Irlandesa?

 

GA: Estávamos no dia do Tratado de Lisboa que por acaso é o dia em que faço anos, o dia 2 de Outubro, de 2007. Foi o Tratado de Lisboa, comemoro anos no dia 2 de Outubro e fui despedido, entre aspas, em Portimão, nesse dia de 2 de Outubro….

E é nessa altura que nós estamos a preparar a vinda a Portugal do Chefe dessa Família que são cerca de cinco pessoas, era ele, a mulher, o filho, a nora e outra filha, que veem nesse dia, nessa noite, de 3 de Maio cercas das 10 horas da noite, quando vêm dum restaurante na Praia da Luz e cruzam-se com um indivíduo que desce uma determinada rua em direcção à Praia e que leva uma criança ao colo e com a cabeça aqui no ombro dele e que vai como que a dormir, E que mais tarde vem dizer que, pelas notícias, porque no dia a seguir voltaram para a Irlanda, vem dizer que pode ser Madeleine McCann e pode ter sido a pessoa que levava Madeleine McCann.

São ouvidos, são ouvidos no Processo logo em Maio e Junho. Vieram a Portugal, foram ouvidos e deram a descrição de quem era a pessoa, a forma física, como andava, a descrição da roupa, se era português, se não era, que seria um turista porque estava queimado pelo sol, mas que não seria latino, dão a idade dessa pessoa, dá também da criança pelo menos pelo tamanho e, ficamos por ali. Só mais tarde quando Gerald McCann e Kate McCann saem de Portugal para Inglaterra em Setembro depois de serem ouvidos como arguidos, eles fogem, Literalmente, fugiram para Inglaterra e atrás foi a Polícia Inglesa que estavam a colaborar connosco mas depois também desapareceram e nós chegamos à conclusão que a Polícia Inglesa só estava em Portugal para colaborar de alguma forma para proteger aquele casal. Mas quando chega a Inglaterra há uma imagem que já correu o Mundo, que na altura percorreu… que é o Gerald McCann a descer a escadaria do avião, das escadas de acesso ao avião e a andar na pista com uma, com um… dos gémeos assim da mesma forma também ao colo com cabeça aqui.

E o que diz, aquela família, é de que aquele indivíduo pela postura, pela maneira de andar, a forma como leva a criança é quem eles tinham visto no dia 3 de Maio, na noite de 3 de Maio. Não diz mais nada, diz é por aí que anda.

O que acontece? Nós começamos com as diligências para os trazer a Portugal, para o ouvir, viria cá o Pai dessa Família, portanto o elemento mais velho que era quem estava disponível para vir a Portugal e tínhamos tudo tratado: autorizações do Director Nacional da Polícia Judiciária para eles virem a Portugal, emissão dos bilhetes, salvo erro estavam para emitir os bilhetes, faltava o hotel … portanto era só uma questão de logística  e é quando no dia 2 de Outubro depois de eu ter sido questionado por um Jornal, o Diário de Notícias, sobre o que achava da Polícia Inglesa estar a dizer que Madeleine tinha sido avistada em Marrocos eu disse… terei desabafado que eles se deviam preocupar era com… saber de facto com o que tinha acontecido à Madeleine McCann em vez de andarem a preocuparem-se com outras situações …

Porque quando a Polícia Inglesa saiu de Portugal, o que ficou estabelecido entre a Polícia Portuguesa e a Polícia Inglesa era que a investigação tinha de avançar em termos de perceber como se tinha dado a morte de, a morte de Madeleine McCann e o que tinha acontecido ao cadáver, Não estavámos aqui a falar de raptos nem de a criança ter sido levada para ser escrava sexual, de nada disso. Estávamos a falar de  morte e de ocultação de cadáver, E é nesse dia de 2 de Outubro que eu saio. Saí da Investigação, É nesse dia 2 de Outubro que Gordon Brown fala com o José Sócrates.

Era bom que Sr Eng José Socrates explicasse se é que pode  explicar o que é que se passou. Penso que a postura dele terá sido de, por aquilo que fiquei a entender na altura, uma postura de afastamento até da Investigação, de não ter ligado muito, de não ter dado muita importância a essas declarações do próprio Gordon Brown, Foi o Gordon Brown que tentou envolver o Primeiro Ministro Português nessa polémica, digamos assim, Mas, depois quem me vai substituir mais tarde entende que, isto para lhe responder directamente à sua pergunta, entende que não é relevante trazer a Portugal os Irlandeses e ficamos por aí. Portanto nunca mais os Irlandeses foram ouvidos… foram ouvidos através de…

 

LFM: Acha que se naquela altura o Juca Magalhães tivesse abandonado a TVI para ser  Assessor do casal McCann que era, que era compreensível? Como é compreensível que o porta-voz do Primeiro Ministro Inglês em 24 horas tivesse largado o Tony Blair para ser porta-voz da família McCann? Isso não é estranho?

GA: Pois, isso é quase… é outro mistério dentro do mistério e, talvez se entendermos esse pequeno mistério se possa entender o que é que estará por detrás de… não do desaparecimento , não da morte da Criança mas o que estará por trás da protecção… de o porquê proteger…

 

JM: …aquele casal…

 

GA: …esta família, este casal

 

JM: Apercebeu-se disso, Gonçalo Amaral, o poder desse casal?

GA: sim, então não tenho apercebido? Até me apercebido na minha conta bancária naquilo que recebo no final do mês. Isto tem acontecido assim. Agora...

 

LFM: é verdade… é verdade que um dos elementos do grupo dois anos antes tinha sido denunciado por uma outra acompanhante ?

GA: Exactamente !

 

LFM: …de ter comportamentos próximos que poderiam indiciar

 

GA: ...isso é importante….

 

LFM: …algum comportamento extravagante do ponto de vista da sua tendência para ser pedófilo?

GA: É verdade… há uma figura  mistério que pode ter a ver até com a saída de Clarence Mitchell do Governo Britânico para ir apoiar o casal. Podem dizer que é teoria de conspiração mas não é. Há um casal Britânico também, também Médicos que dois anos antes foram passar férias com o casal McCann e com os filhos, com Madeleine e com outros casais Médicos sendo entre eles um senhor que é o David Payne.

Esse David Payne é a ultima testemunha, é a testemunha que no dia 3 de Maio diz que foi lá ao apartamento e que viu aquelas criancinhas e que pareciam uns anjos celestiais, estavam todas muito lavadinhas, muito branquinhas, uma coisa mesmo dos Céus e é a pessoa que dava banho nas férias, nestas férias que ele organizava que dava banho às meninas de 2,3 anos, não só às suas filhas, ao seus filhos, mas também aos filhos dos outros.

E é nessa circunstâncias de dar banho aos filhos dos outros e em comentários que faz num período de férias em que fala com, e segundo as declarações da Dra Katherine Gaspar, que é o nome que se chama a pessoa que denuncia , declarações que estão no Processo em que diz…

 

LFM: …denuncia comportamentos extravagantes do senhor.

 

GA: Sim, e este é algo que, se tivermos tempo, que vamos tentar explicar . Ela diz… o que ela diz é que ele fez um gesto e fez perguntas a Gerald McCann sobre Madeleine McCann à frente da própria Madeleine McCann, que na altura tinha 2 anos….

 

LFM: Na investigação nunca foi explorada a possibilidade desse senhor ser pedófilo?

 

GA: Exactamente! A questão é esta: é que essas declarações chegaram a Portugal  depois de eu sair da Investigação, em 2... eu saí a 2 de Outubro e chegaram meses depois.

São declarações da Dra Katherine Gaspar e do marido à Policia Britânica no dia 16 de Maio de 2007 , 15 dias depois do desaparecimento, declarações de que a Polícia Portuguesa não foi informada e que chegam a Portugal via…. por mail, não, por fax, debaixo de outros documentos e que vem soltas essas declarações e alguém da Polícia Britânica o que fez foi, estão aqui estas declarações e agora vocês investiguem , questionem.

E nunca ninguém da Polícia Portuguesa, quem me substituiu, quem veio a seguir, ainda questionou, nem a SY.

Ninguém questiona, ninguém investiga o que é que ali se passa. A Dra Katherine Gaspar que denunciou esse David Payne à Polícia Britânica, nunca foi ouvida no Processo Português e nunca esteve incluída na carta Rogatória que foi emitida pelas autoridades Portuguesas. Esta é a verdade, andamos aí com debates, com roubos….

 

JM: …Gonçalo Amaral…

 

GA: … e coisas que estão no Processo não se investigam-

 

JM: Tudo isto dá para pensar, e só para terminar, que isto nunca se vai resolver… nunca vai ser… é um caso que vai ficar para a História sem ser resolvido?.

 

GA: Eu penso há-de ser resolvido, há-de ser resolvido quando… e lá voltamos à política , quando existir vontade política de parte a parte

 

JM: E quando for, se se provar que Madeleine McCann estava morta mesmo,pretende ser ressarcido?

 

GA: Bom, parece que se utilizar a estratégia do casal McCann, tacitamente já está reconhecida. A SY já disse que estaria morta, portanto… não tendo provado nada…

 

LFM: Se o Senhor tivesse a capacidade financeira do casal McCann decorrente do Fundo que foi colocado ao seu dispor , o senhor teria encontrado os culpados?

 

GA: Tinha feito muito para tentar encontrar os culpados; há muita informação que ainda está por explorar. Agora é difícil no nosso País nós podermos investigar, porque um privado não pode investigar…

 

LFM: E acha que foi afastado do seu… das suas funções, e marginalizado até sair da Polícia Judiciária porque estava demasiado perto de encontrar…

 

GA: Não.

 

LFM: … a verdade do caso

 

GA: Não, não entre por aí . Eu saí da investigação, e retiraram-me da investigação porque o caso teve de ser dominado politicamente ; apenas e só por isso.

Porque eu opus-me ao arquivamento e directamente e com directores da polícia disse que não concordava com o arquivamento.

A mim sugeriram-me e disseram-me de que há processos, há investigações que não têm fim, que nunca têm um resultado e que não fizesse muita coisa para... que desse por terminado e portanto isso foi ajeitado para… Eu sempre me opus e por isso saí da Investigação não por estar perto de.

Não entendo por isso, não, não entendo a minha saída como algo de terem medo de…. não. A questão era… é o caso que é político, apenas e só político. A politica é que anda a mexer neste assunto e quando a política entra  nas Investigações …. Quando as Investigações são politicamente correctas não vamos a lado nenhum.

 

JM: Gonçalo Amaral vamos ter de terminar, só mais meio minuto, já disse que a sua convicção  é que Madeleine McCann está morta. Não quero que me responda mas também tem alguma convicção de quem é o autor do crime? .

 

GA: Quem é? Bem … só no campo do acidente , agora há responsáveis , quem tinha a guarda da Criança seguramente tem alguma responsabilidade , a que título não sei .

 

LFM: Muito obrigado . Acho que daqui a sete anos talvez estejamos aqui a fazer um follow-up….

 

GA: ……um ciclo, 7 anos é sempre um ciclo na vida das pessoas.

 

JM: Ah sim?

 

GA: Dizem que sim, há quem diga e há umas das teorias…

 

JM: Gonçalo Amaral foi um gosto tê-lo aqui e muito boa noite e muito obrigado

 

GA: muito obrigado.

 

JM: Dr. Luis Flipe Meneses muitos parabéns pelo convidado para esta noite e para este comentário de Luiz Filipe Menezes, já a seguir chegam as últimas notícias, boa noite.



























 

 






Opinião de Luís Filipe Menezes - 14 de Março: 2ª parte. Com Gonçalo Amaral



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Vídeos - programas - Opinião de Luís Filipe Menezes - 14 de Março: 2ª parte











terça-feira, 11 de Março de 2014

sexta-feira, 7 de Março de 2014

Quando me mandaram ligar ao Papa

Conhecia o caso e deu-me a sua opinião numa conversa de quase um quarto de hora. Falou-me da menina desaparecida, disse-me que rezava por ela, mas lembrou, com lucidez e sabedoria, que é fundamental que os pais não se ponham a jeito (a expressão é minha) para que semelhantes tragédias aconteçam. 


Hernâni Von Doellinger




Quando me mandaram ligar ao Papa

Madeleine McCann desapareceu. E o desaparecimento da "pequena Maddy" foi o melhor que aconteceu ao meu jornal naquele ano de 2007. As notícias saíam que nem pãezinhos quentes, para delícia de um público ávido de drama, coscuvilhice e sangue cor-de-rosa. E se não havia notícias, "inventavam-se" notícias. O monstro precisava de ser alimentado e as vendas iam de vento em popa.
Uma vez o chefe mandou-me ligar ao Presidente da República, a todos os antigos presidentes da República vivos, ao primeiro-ministro, a todos os ex-primeiros-ministros vivos, ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, ao seleccionador nacional, aos presidentes e treinadores de FC Porto, Benfica e Sporting, ao Freitas do Amaral (já não me lembro como é que este apareceu na lista, mas ele aparece sempre), ao cardeal-patriarca de Lisboa e... ao Papa. "Ao Papa?", perguntei eu, só para ter a certeza. "Sim, pá! Liga ao Papa! Queremos um depoimento do Papa sobre o desaparecimento da Maddy". Foi assim, palavra de honra, que o chefe me respondeu.
Portanto tinha que ligar ao Papa. O resto era fácil, era como se já estivesse feito. Pelo prestígio, pelo rigor e seriedade, pela sua inatacável ética editorial, o jornal onde eu trabalhava tinha praticamente linha directa com aquela gente toda. Agora Sua Santidade, isso, sim, era um desafio. Claro que eu podia enfiar-me no bar o dia inteiro a "tentar ligar ao Papa" e à hora do fecho avisava o chefe, em Lisboa, de que "Não consegui, pá, desculpa, o gajo armou-se em difícil, não fala, eu ainda disse que ia da tua parte, mas nem assim o tipo se descoseu, sabes como são os alemães, teimosos de merda". Porém eu não frequentava o bar.
Pensei então: o que é que há de mais parecido com o Papa e a que eu possa realmente chegar? E lembrei-me: o cardeal português D. José Saraiva Martins, que também estava em Roma como o outro e creio que ainda era prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Meti as mãos ao caminho, fiz chamada atrás de chamada e ao fim da tarde consegui enfim falar com ele. Atendeu-me cheio de bondade e essessss nassss palavrassss. Conhecia o caso e deu-me a sua opinião numa conversa de quase um quarto de hora. Falou-me da menina desaparecida, disse-me que rezava por ela, mas lembrou, com lucidez e sabedoria, que é fundamental que os pais não se ponham a jeito (a expressão é minha) para que semelhantes tragédias aconteçam. Vocês também percebem, tal como eu percebi, para quem é que o nosso cardeal enviava este recado...
No fim, D. José Saraiva Martins fez-me um pedido: "Olhe, depois mande-me o jornal, se faz favor". E eu mandei. O meu jornal era o 24horas. Exactamente. O jornal com as gajas todas boas e as mamas ao léu. Deve ter sido um sucesso no Vaticano.

 (Texto escrito e publicado no dia 24 de Fevereiro de 2012. "Liga ao Papa!" foi o título que então lhe dei. O jornal 24horas nasceu em 1998 e morreu oficialmente em 2010, um ano depois de os seus alegados responsáveis terem liquidado a sangue frio a Redacção do Porto. Podem limpar as mãos à parede. Mas tinha piada o pasquim, que até chegou a ser bem feito, e é a bíblia do jornalismo que hoje se faz em Portugal.)


http://www.ccpj.pt/jornalistas/cpj_h.php